segunda-feira, Abril 23, 2018
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Sindicato de Brasília critica incoerências e injustiças em processo seletivo do BB

O Sindicato dos Bancários de Brasília sempre criticou a postura do BB de não criar critérios claros e objetivos de ascensão profissional e mais ainda a falta de critérios para descomissionamento. Agora, com o último processo seletivo para Analista de Auditoria C, encerrado em 12/06, o banco se superou.

O edital divulgado na "Agência de Noticias" dizia o seguinte: "… após um ano – no mínimo – e dois – no máximo – de acompanhamento no exercício da comissão … o funcionário (selecionado) … será avaliado e, se considerado apto, será nomeado para a comissão de Analista de Auditoria B. Se, ao contrário … , será dispensado da comissão de Analista de Auditoria C."

Analisemos os absurdos desse processo:

1. Cada diretoria faz suas regras em vez de apenas definir as competências necessárias para desempenho das funções.

2. Nunca os funcionários foram promovidos automaticamente de uma comissão para outra, mesmo que previsto nos normativos internos. Exemplo: em 2007, assistentes de negócios receberam promessa para virar Gerentes de Módulo (ex-Gerente de Contas) caso formassem carteiras de clientes; mas, após atingido todos os critérios para formação da carteira, o banco alegou não haver orçamento.

3. O sistema de avaliação atual não permite discordância, fazendo do gestor imediato o "dono da verdade" e o "dono das comissões". Esse sistema permite que ele manipule e subjugue as pessoas.

4. A falta de critérios de descomissionamento é mais permissiva ao assédio moral, um comportamento pouco combatido dentro da empresa. Deixar ao sabor dos gestores o descomissionamento é pior do que não ter critérios objetivos para comissionar. Exemplo: quem faz uma denúncia na "ouvidoria", que ainda não tem legitimidade reconhecida pelas diretorias, dá de bandeja, com essa metodologia, o pescoço para a guilhotina.

Desde 2004, o movimento sindical busca discutir de forma séria e coerente um novo Plano de Cargos Comissionados e Salários (PCCS), mas o banco sempre faz mudanças de forma unilateral e em partes. Então, neste momento, vamos repetir o recado: Acorda Diretoria, queremos um Banco para o Brasil.

Fonte: Seeb Brasília