Bandidos fazem assalto violento em João Pessoa e Bradesco não emite CAT

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Na manhã desta segunda-feira (2) bandidos assaltaram a agência do Bradesco na avenida Epitácio Pessoa, no bairro da Torre, em João Pessoa
. De acordo com a Polícia Militar, quatro homens teriam realizado o assalto e fugido levando as armas dos vigilantes e um caixa executivo como refém. O gerente foi liberado minutos depois do crime.

Segundo uma das clientes da agência, que não quis se identificar, os suspeitos teriam entrado na agência após quebrar a porta de vidro com uma marreta. “Eu estava na fila pra ser atendida quando ouvi duas pancadas e vi as pessoas indo para o chão. Fui também e fiquei lá rezando enquanto acontecia o assalto”, disse.

Logo que tomou conhecimento do violento assalto, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba foi até o local da ocorrência para prestar assistência aos funcionários, que se encontravam em estado de choque, ao assistirem colegas serem levados com reféns pela segunda vez em menos de três meses. A mesma agência foi assaltada no dia 12 de fevereiro, quando o gerente administrativo foi levado como refém e liberado em seguida.

Mesmo com diretores do Bradesco tendo ido à agência prestar apoio às vítimas do assalto, o presidente do Sindicato, Marcos Henriques criticou a postura da instituição financeira em  não abrir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).”É um absurdo que um dos bancos que mais lucram no país não invista pesado em segurança, deixando clientes, vigilantes e funcionários à mercê dos bandidos. E, o que é pior, ainda se nega a emitir a CAT, para não responder posteriormente em juízo quando um bancário sequelado recorrer à Justiça para reparar o dano sofrido no exercício da profissão”, lamentou. 

Em protesto contra a falta de apoio total e irrestrito aos funcionários vítimas do assalto, os sindicalistas mantiveram a agência fechada durante todo o dia e vão manter a paralisação nesta terça-feira, 3 de maio. “Não vamos tolerar esse descaso do Bradesco com a segurança dos funcionários, clientes e usuários de serviços bancários”, concluiu Marcos Henriques. 

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