segunda-feira, agosto 20, 2018
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Financiários aceitam proposta da Fenacrefi e assinam CCT na terça-feira (25)

 

Jailton Garcia / Contraf-CUT

Negociação com a Fenacrefi em São  Paulo - Jailton Garcia / Contraf-CUT

Negociação com a Fenacrefi em São Paulo

Após assinatura, financeiras têm até dez dias para pagar abondo de R$2 mil e antecipação da PLR – A Contraf-CUT, federações, sindicatos e a Federação Nacional de Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos (Fenacrefi) assinam na próxima terça-feira (25), às 11h, em São Paulo, a Convenção Coletiva de Trabalho 2016-2018 (CCT). Assim como a categoria bancária, os financiários também asseguraram acordo bianual, que reajuste de 8% nos salários, mais abono de R$2 mil, reajuste de 10% no vale refeição e no auxílio creche-babá e de 15% no vale alimentação, agora em 2016. Para 2017, a Fenacrefi aceitou repor integralmente a inflação (INPC/IBGE), mais 1% de aumento real nos salários e em todas as verbas. A proposta foi votada e aprovada pelos financiários em assembleias realizadas pelos sindicatos, nesta semana, em todo o país.

O texto também conta com anistia dos dias parados, aumento da licença paternidade para 20 dias e abono assiduidade, que dá direito a uma folga por ano.  Após a assinatura da CCT, as financeiras têm até dez dias úteis para pagar o abono de R$2 mil e a antecipação da PLR, correspondente a 60% do valor.

Composição da PLR

– 90% SOBRE O SALÁRIO BASE + VERBAS FIXAS

– VALOR FIXO DE 2.300,26 + 8,00% = 2.484,28

– TETO DE 10.977,76 + 8,00% = 11.855,98

– PARCELA ADICIONAL = 20% SOBRE VALOR FIXO

– ADIANTAMENTO DE 60% – Pagamento até 10 (dez) dias úteis após assinatura

Para Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, a campanha deste ano é considerada histórica, com a primeira greve da categoria e a 1ª Conferência Nacional dos Financiários, realizada em maio.

“O financiário também entendeu que “Só a luta te Garante’. Pela primeira vez a categoria paralisou suas atividades para demonstrar que suas demandas são justas e que os trabalhadores precisam ser respeitados. Nossa negociação conseguiu garantir um acordo de dois anos, assim como para os bancários, que assegura direitos dentro de uma conjuntura desfavorável para o trabalhador brasileiro neste momento. Saímos mais do que vitoriosos, confiantes de que a nossa unidade está crescendo em todo o país”, avalia.

“Continuaremos mobilizados por melhores condições de trabalho. A nossa primeira conferência nacional neste ano, que reuniu os anseios dos trabalhadores e trabalhadoras do ramo de várias partes do Brasil, foi essencial para o fortalecimento da nossa campanha. Vamos continuar lutando por uma mesa de negociação que respeite a categoria como ela merece, com um debate mais aprofundado das questões específicas ”, afirma Jair Alves dos Santos, diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Organização dos Financiários.

 “Não podemos deixar de valorizar a primeira greve realizada pela categoria. Mostramos nossa força e nosso potencial de mobilização. Pensando nesta mobilização, a anistia dos dias parados foi pauta fundamental no final da campanha”, ressalta Katlin Salles, secretária do Ramo Financeiro do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região. 

Fonte: Contraf-CUT