Mapa da violência bancária registra 244 ocorrências em Pernambuco neste ano

Arquivo/Contraf-CUT

Foram cinco sequestros de bancários e familiares no período - Arquivo/Contraf-CUT

Foram cinco sequestros de bancários e familiares no período

Foram registrados assaltos e explosões em todas as regiões do Estado, atingindo 37 municípios

Mais uma vez, criminosos realizaram uma investida violenta contra uma agência bancária de Pernambuco. Nesta quinta-feira (27), um tesoureiro do Banco do Brasil, do município de Bezerros, no Agreste do Estado, foi feito refém com explosivos colados ao corpo durante uma tentativa de assalto à agência do centro, sendo o segundo sequestro desta semana. O primeiro ocorreu na cidade de Iati, no Sertão do Estado, na agência do Branco do Brasil.

De acordo com levantamento do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, de 1º de janeiro a 27 de outubro de 2016, foram registradas 244 ações violentas em bancos. Com 12 assaltos, 5 sequestros, 27 explosões, 13 arrombamentos, 128 ataques aos terminais de autoatendimento instalados fora das agências, 18 ataques a agências dos Correios, 36 ações em casas lotéricas e 5 explosões de carros-fortes.

Os bancos mais atacados são Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal(CEF), Bradesco e Santander. As ocorrências foram registradas em todas as regiões do Estado, atingindo 37 municípios.

Para o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino, os ataques aos bancos espelham o crescimento geral da violência em todo Estado. “O governo de Pernambuco apenas maquia sua incompetência com ações paliativas, a exemplo das determinações do Procon para que os bancos estabeleçam prazos para reabertura das 38 agências danificadas, sem no entanto, oferecer a devida segurança para as empresas, tampouco para a população”, critica. Ele destaca ainda que as ações são articuladas nacionalmente e o poder bélico dos assaltantes supera a capacidade dos órgãos de segurança pública. “São metralhadoras Ponto 50 e dinamites, ambos controlados e de exclusivo uso das forças armadas”, adverte.

Fonte: Seeb Pernambuco

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