domingo, julho 22, 2018
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Caixa precisa continuar 100% pública e forte, independentemente de quem a presida

De acordo com alguns sites, Gilberto Occhi vai deixar o comando do banco. Presidente da Fenae defende manutenção da força e da importância da Caixa na vida dos brasileiros

Segundo divulgado em alguns sites nesta quinta-feira (22), Gilberto Occhi vai deixar o comando da Caixa Econômica Federal. Para Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae, o mais importante é que o banco continue 100% público e a serviço dos brasileiros. “Essa é a Caixa de que o Estado e população precisam. Independentemente de quem seja escolhido para o cargo, os empregados, as entidades representativas e a sociedades vão manter a luta para que ela continue parceira estratégica na execução de políticas públicas”, afirma.

Ainda de acordo com Jair Ferreira, uma nova etapa da campanha “Defenda a Caixa você também” será lançada no próximo mês. “Estamos finalizando a linha visual e os pilares das ações, mas é certo que aprofundaremos os debates sobre a importância do banco na vida dos brasileiros e sobre a necessidade de valorização dos empregados. É fundamental que todos entendam que o futuro da Caixa está em jogo”, alerta.

A possível troca no comando do banco 100% público deve ser marcada pelas disputas políticas entre o presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O tema, aliás, é tratado em artigo publicado por Rita Serrano, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa. “É uma disputa que, inclusive, empolga o ‘mercado privado’, que articula como irá dela se favorecer. Não à toa, a Fenaban já afirma que irá entregar proposta ao conselho gestor do FGTS para administrar parte dos recursos do fundo”, diz o texto.

No dia 12 de março, na sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem aos 157 anos da Caixa, o presidente da Fenae repudiou a atual política de sufocamento e enfraquecimento do banco. “Isso não interessa aos brasileiros. A maioria dos bancos privados, focados no rentismo, não atende a população mais carente. Se privatizarem a Caixa, o que será dessas pessoas? Em alguns estados, por exemplo, só há financiamento da casa própria feito por ela”, lembrou Jair Pedro Ferreira.