quarta-feira, junho 20, 2018
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Junho será “mês do Saúde Caixa”

“Muitos usuários se engajaram na campanha até aqui. Agora, é hora de intensificarmos ainda mais, com materiais informativos e iniciativas que sensibilizem as pessoas para a importância dessa defesa”, afirma a diretora de Saúde e Previdência da Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa (Fenae), Fabiana Matheus.

Para a secretária de Cultura Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt, é importante que os empregados mostrem que estão engajados na campanha e unidos em torno da defesa do Saúde Caixa. “As propostas do governo inviabilizam a manutenção do plano e prejudicam ainda mais os trabalhadores. Temos que mostrar que estamos unidos para nos defender de mais esse ataque”, disse Fabiana, que representa a Contraf-CUT na Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa).

Seminário e audiência pública

As entidades também planejam realizar um seminário em defesa dos planos de saúde de autogestão das empresas estatais. O evento tem data prevista para 28 de junho e contará com a participação de representantes de usuários da Cassi, Postal Saúde, AMS/Petrobras e PAS/BNDES.

“O ataque do governo não é apenas contra a Caixa, nem somente contra o plano de saúde dos empregados da Caixa. Outras empresas e seus respectivos planos sofrem o mesmo ataque. Queremos unir não apenas os empregados da Caixa, mas também de outras empresas públicas sob ataque para aumentar ainda mais nossa força”, destacou a dirigente da Contraf-CUT.

Também está programada a realização de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, quando a questão será debatida no Congresso Nacional. A data da audiência ainda será confirmada.

Usuários apoiam PDC 956/18
A Câmara dos Deputados veicula em seu site uma enquete sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDC 956/2018), de autoria da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), com o objetivo de sustar a resolução da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) que trata do custeio das empresas estatais em relação aos benefícios de assistência à saúde aos empregados. A resolução é justamente a que determina as alterações que afetam decisivamente o Saúde Caixa. Para acessar a enquete e apoiar o PDC 956/2018, clique aqui.

As resoluções publicadas pelo governo e a recente alteração no Estatuto da Caixa propõem um limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento para a participação da Caixa nessas despesas, à revelia do modelo de custeio previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que vigora até agosto.

Como a inflação médica aumenta mais rapidamente que os índices de correção dos salários e benefícios previdenciários, e como a Caixa vem reduzindo seu quadro de pessoal, em breve, o novo limite estipulado será atingido e os custos excedentes recairão sobre os usuários.

Fonte: Contraf-CUT, com informações da Fenae