A Fidelity Processadora de Serviços S/A, uma das maiores do setor no país e mundo, se divide entre duas realidades. Por um lado a baixa remuneração, as precárias condições de trabalho que os funcionários são submetidos. Por outro, os prêmios conquistados pelo desempenho dos trabalhadores na prestação de serviços financeiros, como na conquista do Prêmio Relatório Bancário, simbolizado com a entrega de um troféu ao Reginaldo Zero, seu presidente.

Segundo a organização do Prêmio Relatório bancário, ele premia os melhores bancos e instituições financeiras do País em diversas categorias de serviços e infra-estrutura, como o "Prêmio Excelência", "Personalidade Financeira" e "Prêmio Destaque". Em 2006, a Fidelity venceu o prêmio na categoria "Cartões Processamento".

Os trabalhadores da terceirizada prestam serviços bancários para os bancos Bradesco, Unibanco, Santander-Real, entre outros, porém a semelhança com os demais trabalhadores da categoria param por aí. Enquanto os funcionários da Fidelity recebem um salário de R$ 415, os demais trabalhadores da categoria possuem um piso de R$ 1.013,64. Isto sem considerar os demais benefícios, que em algumas unidades da terceirizada no Brasil são inexistentes.

"O descaso com os funcionários é tamanho que no final do ano eles receberam um ‘bônus’ de R$ 10,00, uma verdadeira piada para irritar e indignar o maior patrimônio da empresa, que são os trabalhadores, diz Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT. "O Serviço é o mesmo, o patrão é o mesmo, chega de exploração", completa.

Protesto e bananas – Na última quarta, dia 4 de março, os bancários realizaram um ato no site da Fidelity São João, em SP, reivindicando que os problemas da categoria sejam resolvidos. Entre eles, a manutenção do vale-alimentação durante a licença-maternidade, a possibilidade de transformar o vale-refeição em vale-alimentação e o fim do assédio moral.

Durante o protesto os dirigentes sindicais distribuíram informativo denunciando o descaso da Fidelity – que presta serviços para empresas como o Bradesco e o Real – com os trabalhadores e distribuíram bananas em repúdio ao baixíssimo bônus pago em 2008.

"No final do ano a Fidelity pagou R$ 10 para cada empregado. Por isso distribuímos as bananas, pois é o que se pode comprar com esse valor", destaca Lindiano José da Silva, diretor da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb/SP