domingo, setembro 23, 2018
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Engenheiros e arquitetos da Caixa ameaçam parar as obras do PAC

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paralisao30092008_077.jpgEngenheiros, arquitetos e advogados da Caixa Econômica Federal ameaçam paralisar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Minha Casa, Minha Vida em todo o país. O alerta é do Sindicato dos Bancários da Paraíba que realiza na manhã desta quarta-feira, 1º de abril, uma mobilização em frente à agência Caixa Cabo Branco, no Centro da Capital, desde as 10h.

A medida é uma reação ao descumprimento do acordo firmado entre a categoria e o referido banco na salarial encerrada em outubro do ano passado. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Lucius Fabiani, a Caixa Econômica se comprometeu em rever o Plano de Cargos e Salários (PCS) para a carreira técnica e implantar um novo modelo até o dia 30 de junho deste ano. Porém, até a presente data, a diretoria do banco e os profissionais não chegaram a um consenso sobre a revisão salarial.

"A primeira rodada de negociação aconteceu no dia 29 de dezembro do ano passado, quando a Caixa apresentou a proposta de elaborar uma pesquisa de mercado envolvendo profissionais dos setores públicos e privados, como estatais, empresas e autarquias para encontrar uma média de estrutura salarial", explicou Lucius Fabiani.

Entretanto, na audiência ocorrida na última quinta-feira, 26 de março, a diretoria da Instituição retomou a negociação com uma proposta de reajuste de apenas R$ 70 na referência inicial, cujo salário passaria do valor atual de R$ 5.030 para R$ 5.100. Ainda conforme a proposta, o teto de R$ 8.289 aumentaria para R$ 8.315, o que representa uma variação de 0.3% de reajuste numa progressão salarial que inclui 35 níveis, que podem significar mais de 35 anos de carreira profissional.

Em função da proposta rejeitada, a categoria apresentou uma contraproposta que considera as premissas que a Caixa se comprometeu a cumprir nas últimas negociações.

Para os engenheiros, advogados e arquitetos do banco reunidos na sede do sindicato nesta terça-feira (31/03), a intenção é lutar pela equiparação da média salarial entre pisos e tetos dos bancos aos valores pagos aos profissionais pelas empresas e órgãos da administração pública direta, que acarretaria em um salário inicial de R$ 8.010, 33 e em um teto de R$ 14.071,66.

"Com a cobrança da função social que a Caixa tem a cumprir, estes profissionais iniciaram uma mobilização em todo o Brasil e podem entrar em greve por tempo indeterminado. Uma reação que irá afetar diretamente o desempenho das políticas públicas de habitação e desenvolvimento urbano que estão sob o comando do banco, em especial os programas PAC e Minha Casa, Minha Vida, elaborado pelo Governo Federal com o objetivo de construir um milhão de casas até 2010", destacou o secretário-geral do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques e Silva.

Lucius Fabiani ressaltou que os profissionais lutarão por outra bandeira da categoria: a permanência da jornada de trabalho de seis horas diárias, que tem sido alvo de modificação na nova proposta da Caixa Econômica. O presidente lamenta que neste momento de crise econômica, em que o segmento vem recebendo bastante demandas, o banco apresente propostas rebaixadas que causam revolta no seio da categoria.

"A Caixa vem, de forma intransigente, empurrando ‘com a barriga’ uma proposta que deveria ser compatível com a média salarial de outros órgãos da administração pública e na verdade não é. O banco apenas tomou como base a sua própria tabela, aplicou uma progressão que achou conveniente com os seus interesses e não considerou as premissas acordadas durante a Campanha Salarial 2008, pois a média salarial deveria ser a defendida em nossa contraproposta", conclui Fabiani.