A regulação do sistema financeiro mundial foi um dos principais pontos do acordo de líderes do G-20 em Londres. Este era um grande impasse entre Estados Unidos e Europa. Enquanto os americanos não aceitavam uma fiscalização internacional dos bancos, a Europa defendia o controle. Em uma coletiva de imprensa após a reunião de cúpula do grupo em Londres, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que "hoje nasceu uma nova ordem financeira mundial. Este é o dia em que o mundo se uniu para lutar conjuntamente contra a recessão global".

O comunicado oficial da reunião trouxe cinco promessas:

* restaurar o crescimento e os empregos;
* resgatar os bancos e o crédito;
* fortalecer as instituições financeiras globais;
* promover o comércio mundial;
* construir uma recuperação sustentável para todos os países.

A declaração final inclui um acordo sobre a injeção US$ 750 bilhões no Fundo Monetário Internacional (FMI), a identificação dos países que praticam o protecionismo e os países que são usados como paraíso fiscal.

A recuperação do comércio internacional também receberá um forte impulso na cúpula em Londres, com a aprovação de um pacote de cerca de US$ 250 bilhões para os próximos dois anos. "Vamos agir decisivamente para retomar o comércio internacional", disse Brown.

Os representantes do G20 aceitaram ainda uma regulamentação financeira internacional mais dura, com o pagamento de salário e bônus de executivos de bancos sujeitos a controles mais severos

"Vamos reformar o sistema bancário global. Padrões internacionais terão que ser criados e temos que colocar um fim aos paraísos fiscais", disse o premiê.

Segundo Brown, uma lista dos países usados como paraíso fiscal será divulgada ainda na tarde desta quinta-feira e esses países serão obrigados a agir de forma mais transparente ou sofrerão sanções.

Os líderes do G20 também decidiram que vão se reunir novamente este ano para avaliar o desempenho do plano adotado nesta quinta-feira.

Fonte: Estadao, com EFE e AFP