A Contraf-CUT, em conjunto com federações e sindicatos, volta a negociar com o Santander nesta terça-feira, dia 26, às 10h, quando ocorrerá mais uma reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT). Estará em pauta o adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a suspensão das demissões.

"Na primeira reunião do CRT em 2009, ocorrida no último dia 12, cobramos novamente o adicional da PLR e o banco ficou de construir uma proposta. É inaceitável que o banco não tenha dinheiro, como vem alegando, quando pagou bônus semestrais milionários para altos executivos e ainda destinou R$ 223 milhões para a remuneração anual de seus 26 diretores-executivos, o que representa uma média anual de R$ 8,6 milhões para cada um", afirma o funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Além do mais, os números do balanço publicado de 2008 foram contraditórios com as previsões do presidente do banco, no final de outubro do ano passado. "Sumiram R$ 2 bilhões, o que rebaixou a nossa PLR. Os trabalhadores não podem pagar a conta outra vez", denuncia. "Quem produz os resultados do banco, correndo atrás de metas abusivas e sofrendo assédio moral, não pode continuar sendo tratado com descaso".

Defesa dos empregos

As demissões injustificáveis que o Santander tem promovido também voltarão ao debate nesta terça. "O banco tem dispensado pais e mães de família, apesar das negociações que já resultaram na criação de um centro de realocação e nos aditivos à convenção coletiva que possuem uma programa de antecipação da aposentadoria, o pijama", destaca o dirigente sindical.

Segundo dados do Sindicato dos Bancários de São Paulo, o Santander fechou 3.300 postos de trabalho nos últimos 12 meses. No primeiro trimestre de 2009 ocorreram 900 demissões somente na capital paulista. "Esse política de desemprego não pode prosseguir. Sustentabilidade e responsabilidade social deve começar com a manutenção dos postos de trabalho", salienta Ademir.

Apresentação para dirigentes sindicais nesta segunda

Nesta próxima segunda-feira, 25, às 14h, o Santander fará uma apresentação aos dirigentes sindicais sobre as novas políticas do banco em relação a planos de saúde, previdência complementar (HolandaPrevi), seguro de vida, auxílios refeição e alimentação e estrutura de cargos e níveis, dentre outros pontos, diante do proceso de incorporação do Real. A apresentação foi definida na última reunião do CRT.

"Vamos ouvir a exposição do banco, observar as alterações e atentar para que não haja prejuízos aos funcionários. Queremos melhorias nas condições de saúde, segurança e trabalho e avançar nas conquistas", conclui Ademir.

Fonte: Contraf-CUT