Movimento já completa 31 dias e continua por tempo indeterminado – (São Paulo) A greve dos empregados da carreira profissional da Caixa entrou na quinta-feira, 28, no seu 31º dia e já é a mais longa da história do banco. A maior paralisação até então havia durado 30 dias, na campanha salarial de 2004.

“Estamos fazendo história e esta greve já é vitoriosa. Conseguimos aqui em São Paulo mobilizar 80% dos engenheiros, arquitetos, advogados e outros trabalhadores da carreira profissional da Caixa, que querem um Plano de Cargos e Salários (PCS) mais justo”, diz Jackeline Machado, diretora do Sindicato.

Em assembléia realizada nesta quinta no Sindicato, os grevistas decidiram continuar com a paralisação por tempo indeterminado. Nas próximas segunda e terça-feira, dias 1 e 2, os trabalhadores realizam plenárias, às 15h, para debater a greve e as reivindicações, e, na quarta, nova assembléia será realizada, às 16h. Todas as reuniões acontecem na sede do Sindicato – Rua São Bento, 413, Martinelli.

“A diretoria da Caixa tem melhorado as propostas nas audiências de conciliação do Tribunal Superior do Trabalho e nas negociações realizadas com a Contraf-CUT. Mas temos plena convicção de que o banco ainda pode melhorar mais as condições da carreira profissional. Por isso, continuamos em greve e esperamos garantir mais avanços até a próxima audiência na justiça, marcada para sexta-feira que vem, dia 5”, ressalta Jackeline.

A dirigente lembra que a última proposta apresentada pela Caixa tem diversos pontos negativos, principalmente no que se refere à migração. Em primeiro lugar, só poderão ser enquadrados nessa nova tabela os empregados que saldaram o REG/Replan e a Caixa não vai reabrir o saldamento. Outro problema foi a insistência do banco em vincular a migração à desistência de ações judiciais colidentes propostas pelos empregados.

Fonte: Seeb-SP / Fábio Jammal Makhoul