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reuniao_itau_unibanco.jpgBanco apresenta proposta considerada rebaixada pelos bancários, que cobraram garantia de emprego, PCR e equalização de direitos para todos os funcionários – (São Paulo) Garantia de emprego, Plano Complementar de Remuneração (PCR), equalização de direitos e centro de realocação. A rodada de negociação desta quinta, 28, foi bastante tensa, já que a direção de Itaú Unibanco resiste em apresentar aos representantes dos bancários soluções para problemas que estão tirando a tranqüilidade dos trabalhadores.

A próxima rodada de negociação que está prevista para 9 de junho.

PCR – A direção do banco disse que até concorda que o PCR deva ser igual para os trabalhadores das duas empresas. O Sindicato quer usar como referência o valor pago em 2008, de R$ 1.800, mas os representantes de Itaú Unibanco não negaram, mas afirmam que só vão tratar do assunto após fechado acordo com a federação dos bancos.

PCS – Os representantes de Itaú Unibanco também se recusaram a falar do PCS. “Insistimos que queremos discutir premissas para unificação das funções das duas empresas. Os bancários têm que conhecer todas as possibilidades, não aceitaremos medidas unilaterais”, relata o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Centro de realocação – O banco trouxe para a mesa de negociação os números do centro de realocação. De acordo com o documento, foram realocados 1.135 bancários e outros 302 estão em processo de mudança de área, totalizando 1.437. Desse total, 505 foram realocados em agências, 291 nas financeiras e área de cartões, e as demais em empresas da holding, uma das reivindicações dos bancários. Muitos funcionários da financeira Taií estão entre os realocados.

Os dirigentes sindicais questionaram o banco sobre a dificuldade que muitos funcionários dos dois bancos estão tendo para acessar no sistema a localização das vagas disponíveis. A empresa reconheceu que o sistema não está totalmente integrado e assumiu o compromisso de solucionar o problema.

“Também cobramos a criação de mais postos de trabalho. O banco tem um projeto piloto de redistribuição de contas e queremos que dentro desse projeto haja pelo menos dois gerentes do módulo individual (pessoa física) por agência”, destaca Marcolino.

Equalização de direitos – Os dirigentes sindicais cobraram garantias de preservação dos direitos dos bancários dos dois bancos, como a manutenção do IAPP (Unibanco), que é quem subsidia a taxa do crédito imobiliário e do seguro de automóvel. Os representantes da empresa disseram que esses benefícios continuam em vigor. Em relação aos convênios médicos, o banco informou que contratou consultoria para formatar uma proposta que unifique os planos de saúde dos dois bancos. O tema volta ao debate nas próximas semanas, mas ficou assegurado que não haverá redução de direitos no processo de fusão.

Aposentados – A única proposta concreta apresentada pela direção do Itaú Unibanco não agradou em nada os dirigentes sindicais. O programa de incentivo à aposentadoria prevê o pagamento de 30% do salário por tempo de casa do bancário, mas limitado a cinco salários. Também pagaria aos interessados a PLR de 2009, ou seja, 2,2 salários, além de 24 meses de plano de saúde e 13 meses de vale-alimentação.

“Esses valores são insuficientes e não gostamos do limitador: o programa valeria somente para os empregados dos centros administrativos e que já estiver aposentado ou em período de aposentadoria. Além disso, a partir do término da negociação, o trabalhador teria somente 30 dias para aderir”, descreve Marcolino.

“Esse valor tem que melhorar, o prazo tem que ser ampliado, não pode haver quitação de direitos, os trabalhadores devem receber os 40% do FGTS e o programa deve ser retroativo para atender quem já saiu sem essas garantias. Ou seja, nossa negociação tem que partir de outros patamares. Vamos continuar insistindo até arrancar uma proposta melhor do banco”, completa Marcolino.

PAC – Com relação à antecipação dos 55 para 50 anos do Plano de Aposentadoria Complementar, o banco argumenta que poderá ser feito com a criação do novo PAC, para o qual poderão migrar os trabalhadores que aderirem ao programa de incentivo à aposentadoria.

Fonte: Cláudia Motta – Seeb/SP