Um grande ato estadual pelo impeachment da governadora tucana Yeda Crusius reuniu mais de 5 mil trabalhadores e estudantes na quinta-feira, dia 18, em Porto Alegre. A manifestação foi promovida pela CUT e a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS).

A concentração foi às 10h em frente à sede do Ministério Público Federal, no centro da capital gaúcha. Por volta das 11h, os manifestantes saíram em caminhada até a frente do Palácio Piratini, onde foi realizado o ato público com a participação de líderes sindicais, estudantis e representantes de partidos políticos. Também participaram diretores do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Passo Fundo e da Federação dos Bancários do RS.

Durante o trajeto, houve várias manifestações de incentivo das pessoas que passavam pelo centro da cidade. Muitas faziam gestos de apoio, entoavam as palavras de ordem ditas pelos manifestantes e pediam adesivos da campanha Fora Yeda.

Para o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski, foi mais um dia histórico para a classe trabalhadora do Rio Grande do Sul: "Tenho certeza que um dos próximos capítulos dessa história será a derrubada do Governo Yeda/Feijó."

O dirigente cutista também falou da importância dos deputados assinarem o requerimento da CPI da Corrupção. "A sociedade gaúcha não aceita a corrupção e o autoritarismo que está instalado no Palácio Piratini. O nosso recado, em alto e bom som, é para os deputados que ainda não assinaram a CPI. Quem não quer que se investigue as denúncias, é conivente com a corrupção desse governo", acredita Woyciechowski.

Durante a manifestação, na Praça da Matriz, os deputados da oposição estavam coletando assinaturas ao abaixo-assinado para presionar os deputados a aderirem à CPI da Corrupção. Também foi realizado um ato simbólico. Cerca de 30 manifestantes munidos de baldes e vassouras lavaram a corrupção do nosso Estado, escovando a esplanada da Assembleia Legislativa, apesar da forte repressão policial.

"As vassouras não são para agredir ninguém. São só para lavar a corrupção. Contamos com a colaboração dos policiais militares que também são servidores públicos", declarou a secretária de Comunicação da CUT-RS, Sônia Solange Santos Viana.

O ato encerrou por volta das 13h e teve uma grande participação de diferentes setores da sociedade, que não aguentam mais os sucessivos escândalos que assolam o governo tucano, indignando e envergonhando o povo gaúcho.

Fonte: CUT-RS