O Banco do Brasil irá colocar R$ 150 milhões no novo fundo garantidor anunciado pelo governo para tentar reduzir o custo dos empréstimos para pequenas e médias empresas. Segundo o presidente da instituição financeira, Aldemir Bendine, a previsão é que o fundo seja lançado no mês que vem.

"O fundo pode chegar a até R$ 2,5 bilhões. Já foi feito aporte do governo de R$ 500 milhões aproximadamente [do Tesouro] e o Banco do Brasil vai colocar mais R$ 150 milhões. Mas, à medida que haja demanda, a gente vai ampliando esse fundo", disse Bendine.

A ideia do governo é que, como os bancos que quiserem garantir suas operações terão de fazer aportes de, no mínimo, 0,5% do valor que desejarem proteger contra risco de calote, o capital do fundo irá se expandir naturalmente. Além disso, será cobrada uma taxa sobre o montante de cada operação garantida.

Atuação externa

O presidente do BB participou, ontem, de um encontro nacional de executivos da instituição que contou com a presença do presidente Lula. No evento, Lula recebeu o título de funcionário honorário, "por ser um bom garoto-propaganda do banco", disse Bendine.

Antes do encontro, Lula e Bendine conversaram no gabinete presidencial sobre as taxas de juros praticadas pelo banco estatal. "Ele [presidente Lula] está extremamente satisfeito com esse papel que os bancos públicos, notadamente o BB, vêm tendo neste momento, especialmente o de destravar o crédito e levar essa confiança ao mercado."

Durante o evento ontem, o presidente pediu a ampliação da atuação do Banco do Brasil na América do Sul, na China e na África. Lula afirmou que o Banco Brasil tem de ser uma instituição continental com "a alma brasileira".

Fonte: Folha de São Paulo