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spspsp.jpgForam inúmeros e-mails encaminhados para o Sindicato. Leia alguns dos selecionados – (São Paulo) Desde segunda-feira 27, os site do Sindicato abriu um espaço de comunicação para os bancários contarem como as medidas do prefeito Gilberto Kassab de restrições aos ônibus fretados os afetou. Desde então, muitas mensagens têm chegado, relatando todos os tipos de dificuldades. Algumas delas foram separadas e podem ser lidas abaixo, separadas pelas datas em que chegaram. Os nomes dos autores foram mantidos em sigilo para evitar represálias.

Quarta-feira, 29 de julho
"Que é um absurdo, já sabemos, mas ele fala que têm bolsões, e eu não vi nenhum desses bolsões e sim as avenidas todas congestionadas, inclusive sem nenhuma dignidade para os usuários, que têm de ficar em aglomerados de pessoas esperando seus fretados. Os famosos amarelinhos da SPTrans não entendem de nada e querem que o ônibus pare em alguns pontos que ficam distantes das entradas do metrô."

"O mais grave para todos os trabalhadores é a oneração das despesas de transportes, que foram aumentadas de 30% a 60%. Também não sei qual foi o interesse deste que julga ser o prefeito de São Paulo, tirando um veículo com toda a segurança que só pode transportar usuários sentados, com a chegada em cada destino dentro de seus horários. Hoje estou chegando em média 30 minutos atrasado, sem contar que, na volta às aulas, nem sei como ficará. Outro ponto vai ser na estação da Barra Funda, onde fica a Faculdade Uninove, que ficará como um formigueiro. Aí é que teremos mais atrasos tanto na chegada ao trabalho como em nosso retorno para casa."

"Trabalho na Paulista. Até hoje estou tentando entender para qual grupo de pessoas a restrição ao fretamento foi boa. Moro no Tucuruvi e antes de tal proibição, pegava o metrô às 18h05 e chegava lá no máximo às 18h50. Com a superlotação, estou chegando em casa no minimo às 19h30, sendo que fico 30 minutos para entrar no metrô Trianon, em uma fila inexplicável. Abaixo a essa restrição e que se façam valer nossos direitos como cidadãos."

"Eu utilizo fretado há 3 anos para trabalhar. Nesse período todo, sempre ouvi dizer que a solução para o trânsito de São Paulo era que a população fosse estimulada a utilizar meios de transporte coletivos. Mas, na contra-mão de tudo isso, acabamos de nos deparar com uma medida que, na prática, estimula o uso do carro. Na sexta-feira cheguei na minha casa às 19h. Ontem, eu cheguei às 20h10. Tinhamos aproximadamente 35 passageiros no fretado. Ontem tivemos 12. O restante passou a utilizar o carro. Não vi nenhum indicador de melhoria no transito por causa da medida. Eu gostaria de saber quem foi beneficiado com essa medida."

Terça-feira, 28 de julho
"Estou revoltado. Hoje fui de fretado e foi um caos. Poxa, eu pegava somente um fretado e agora tenho de pegar 3 conduções. Assim não dá. É fila no metrô, é fila para sair, é fila pra entrar no fretado do banco…. Eu trabalho no CTO e diminuiram até os fretados no banco. Assim eu vou de carro. Gastar R$ 500 por mês não dá."

"Ontem tivemos sérios problemas na região da Avenida dos Bandeirantes, como foi relatado em diversas reportagens. Consegui entrar em um fretado pouco antes da manifestação, porém levei mais de duas horas até minha residência na zona leste. Acredito que na próxima semana os problemas irão aumentar, pois vários usuários de serviços de fretamento da região da Berrini terão que ir para aulas em diversas universidades em São Paulo. Tenho, inclusive, uma colega aqui que não sabe como conseguirá chegar no horário para aula. Com certeza, os burocratas nunca tiveram de trabalhar o dia inteiro, sair correndo para chegar a sua faculdade à noite, no dia seguinte levantar às 5h, sair do extremo da zona leste para zona sul e só retornar para casa próximo da meia-noite, aproveitando as poucas horas no fretado para dormir. Um absurdo!"

"Utilizo fretado saindo de Mogi das Cruzes. Com a restrição, aumentou o tempo de viagem tanto para vir quanto para ir. Situação precária de desembarque e embarque no bolsão da estação Sumaré, onde na verdade deveria se chamar bolsão d’agua, porque na calçada que fica em cima da ponte da Doutor Arnaldo sobre a Sumaré é um absurdo a quantidade de água que existe, atrapalhando inclusive o fluxo de passageiros. Relato também que, além do tempo, existe o custo financeiro que aumentou em R$ 115. Para minha surpresa, descobri que na minha cidade houve tambem uma restrição, mas justificada, pois o prefeito de Mogi é do mesmo partido do sr. ilustríssimo Gilberto Kassab e sua corja, quero dizer DEM."

"Só não entendi o interesse de quem está por trás dessa mudança. Pego o metrô todos os dias, sempre lotado. Agora com essa mudança, e a estimativa de que 40 mil passem a fazer uso desse transporte (metrô), o que era ruim vai ficar insuportável tanto para os habituais usuários do metrô quanto para os novos. Valeu Kassab!!!!!!

Segunda-feira, 27 de julho
"Fui afetado pela lei absurda de restrição ao transporte coletivo (fretado) do Kassab. Além disso, não recebo o vale transporte por se tratar de um trajeto que vem de fora da cidade de São Paulo (venho de Campinas). Terei que desembolsar mais para chegar ao trabalho. Daqui a pouco, estarei pagando para trabalhar!!!!"

"Trabalho em São Paulo e venho de Campinas. Com a nova lei do fretado, sou obrigado a pagar pelo serviço e descer no meio do caminho. Para chegar ao banco, devo caminhar uns 20 minutos ou pegar um outro ônibus. Hoje me senti totalmente discriminado por não ter o direito de ir e vir. Escutei que algumas empresas estariam avaliando a possibilidade de entrar com um mandado de segurança, é verdade? O Sindicato não pretender fazer nada? Não é inconstitucional?"

"Quero deixar aqui registrado meu protesto pessoal contra a nova lei de circulação dos fretados como usuária, como cidadã e eleitora. Utilizo o serviço, pois resido na cidade de Praia Grande/SP (apesar de ser eleitora na Capital), onde levava em média 2 horas para chegar à minha agência. Hoje acrescentei ao percurso mais 30 minutos por causa dos desvios que o fretado fora obrigado a fazer. Além disso, descobri que terei de pagar uma condução municipal para me levar até um ponto próximo ao ‘bolsão’ de estacionamento no retorno pra casa."

"Repudio a atitude de nossas autoridades, pois se elas já tivessem meios de transporte coletivos por toda a cidade a nos oferecer, a restrição seria justa. Mas como não é o caso, não encontro justificativa para uma atitude dessas no meio do caos que já é este trânsito em São Paulo. O prefeito poderia ter esperado, ao menos, a entrega das novas linhas de metrô que estão em construção. É um absurdo!"

"Trabalho no CSO São Paulo e moro em Campinas-SP. Preciso do ônibus fretado todos os dias. Com as novas restrições no centro expandido de São Paulo, teremos que pegar metrô na estação Carandiru para descer na estação São Bento, acarretando um custo mensal de R$ 110 além dos R$ 350 mensais pagos para a transportadora "Jumbo" referentes ao fretamento. Além disso, perderemos mais tempo, significando que teremos que sair mais cedo de Campinas (pelo menos uns 20 minutos) e chegaremos mais tarde (30 a 50 minutos) (estimativa)."

"Eu seria afetado com essas mudanças. Trabalho no CTO-Itaú e moro em Atibaia/SP. Eu descia no Centro de São Paulo e pegava o fretado do banco. Com as mudanças, vou ter de descer no Tietê ou na Barra Funda e vou de metrô até o Brás para pegar o fretado. Quem vai pagar por este metrô? Serão mais ou menos R$ 150 a mais por mês. Que legal né? E ainda para ajudar, o número de fretados do Itaú – CTO irá diminuir. Ontem nós recebemos um e-mail com os horários. Eu vou de carro e assim eu faço o meu horário. Será que o prefeito não vê isso? Claro que não, pois ele vai de avião para o serviço né? Estou muito revoltado com isso."

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> Fretados pedem a secretário liberação da Paulista e Faria Lima

Fonte: SEEB – SP