O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) reviu suas projeções de crescimento econômico brasileiro. A previsão é de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,2% a 1,2%, contra 2% previstos anteriormente. Os dados foram definidos pelo Grupo de Análise e Previsões do Ipea e constam do boletim Conjuntura em Foco divulgado na quinta-feira, dia 30 de julho.

Apesar da revisão, o economista João Sicsú, responsável pela apresentação, destacou que o Instituto também alterou as projeções para a balança comercial, já que a recuperação das exportações ocorreu em ritmo mais acelerado do que o previsto.

Segundo ele, a queda maior das exportações brasileiras no primeiro semestre foi no setor de manufaturados, seguido pelo de semimanufaturados. O setor menos atingido foi o de commodities, por causa da relação comercial com a China.

"O brasil se tornou um exportador maior para a China do que anteriormete o que tem ajudado a manter as exportações outros países que produzem protudos basicos que concorrem tiveram problemas de safra", explicou.

A recuperação das exportações é importante porque a economia do país necessita de todos os canais de demanda possíveis para se recuperar mais rapidamente.

Outros sinais positivos da economia foram o crescimento de 4% ao mês de janeiro a maio nas vendas do varejo no país, ritmo considerado elevado para uma economia que passa por um período de desaceleração. O emprego também apresenta resultados considerados positivos, atualmente em 8,1%.

"Os empregos formais continuam crescendo e, apesar de os dois primeiros meses terem saldos negativos, os últimos dois apresentaram mais de 100 mil novas vagas a mais em cada mês", afirmou Sicsú.

A inflação, porém, mostra uma economia com um desempenho fraco em termos de crescimento, já que apresenta rota de declínio desde novembro de 2008. A valorização do câmbio também foi apontada como um entrave à recuperação, já que prejudica as exportações.

Arrecadação

O desempenho fiscal da União foi qualificada como "bastante aceitável" por Sicsú. Apesar de importantes reduções de arrecadação em relação ao ano passado, o economista lembrou que 2008 foi um ano de forte crescimento (5,1% no ano), cenário bastante distindo.

Se a comparação for feita com os primeiros cinco meses de 2007, os impostos e contribuições recolhidos em 2009 foram maiores. Em 2007, o país cruzava o período recente de expasão econômica mais acentuado (de meados de 2006 ao terceiro trimestre de 2008).

Fonte: Anselmo Massad – Rede Brasil Atual