O lucro do Bradesco teve um crescimento de 14,7% no segundo trimestre, ficando em R$ 2,297 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira. No primeiro semestre do ano, no entanto, o lucro do banco ficou em R$ 4,020 bilhões, contra R$ 4,104 bilhões no mesmo período de 2008, uma queda de 2,05%.

A carteira de crédito total do banco em junho atingiu R$ 212,7 bilhões, uma alta de 18,1% em relação à igual período do ano anterior, mas ligeiramente menor do que os RS$ 213 bilhões de março.

A provisão feita pelo Bradesco contra perdas esperadas com créditos no trimestre passado foi de R$ 13,871 bilhões, 60,3% maior do que no final de junho de 2008.

As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 74,288 bilhões (crescimento de 13,2%), enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 138,480 bilhões (crescimento de 20,9%).

O patrimônio líquido do banco em junho somou R$ 37,277 bilhões, crescimento de 10,6% sobre igual período do ano anterior. O índice de Basileia chegou a 17,0% em junho de 2009, sendo 14,3% de Capital Nível 1.

Os recursos captados e administrados somaram R$ 647,574 bilhões, um aumento de 17,6% em relação aos R$ 550,582 bilhões de junho de 2008.

Aos acionistas foram pagos e provisionados R$ 3,253 bilhões a título de Juros sobre o capital próprio e dividendos no primeiro semestre. Desse valor, R$ 1,372 bilhão foram relativos ao lucro gerado no período (R$ 210 milhões pagos a título de mensais e R$ 1,162 bilhão provisionados) e R$ 1,881 bilhão relativo ao exercício de 2008 (mensal de R$ 39 milhões pagos em 2 de janeiro deste ano e complementares de R$ 1,842 bilhão pago em 9 de março).

No período, os impostos e contribuições, inclusive previdenciários, pagos ou provisionados, apurados com base nas principais atividades desenvolvidas pela Organização Bradesco no primeiro semestre de 2009 somaram R$ 4,185 bilhões (equivalentes a 104,1% do lucro líquido). Em relação aos tributos correspondentes à intermediação financeira, foi retido e recolhido pela Organização o montante de R$ 2,950 bilhões.

Retomada

O banco avalia que a economia global tem apresentado sinais de recuperação, "compatíveis com os estímulos monetários e fiscais sem precedentes aplicados em todo o mundo". Mesmo assim, o Bradesco diz que mantém "postura de cautela em relação à economia mundial, acompanhando-a com atenção".

Para o Bradesco, "os sinais domésticos de recuperação são inequívocos e apontam para um segundo semestre melhor do que o primeiro, reforçando o otimismo em relação ao país".

A expectativa do banco é de uma retomada do crescimento "lenta e gradual, ainda que consistente", nos próximos trimestres. "No que se refere ao Brasil, a crise tem gerado oportunidades significativas, levando o País a se diferenciar – positivamente – dos demais emergentes".

"A economia brasileira vive um momento de apreciação cambial e redução de juros – já em um dígito – e o consumo das famílias continua crescendo em ritmo forte, ainda que menor do que o verificado no passado recente."

Fonte: Folha Online, com Reuters