O lucro do Itaú Unibanco no primeiro semestre subiu para R$ 4,586 bilhões, 12,3% maior que o ganho de R$ 4,084 bilhões registrado apenas pelo Itaú no mesmo período do ano passado. As comparações com o ano passado se referem ao resultado pro forma, já que Itaú e Unibanco só anunciaram a fusão de suas operações no quarto trimestre de 2008.

A despesa de PDD (após recuperação de crédito), como é chamada, somou R$ 3,790 bilhões no segundo trimestre, volume 10,7% maior que o reservado entre janeiro e junho. Maior banco do Brasil por este critério, o Itaú Unibanco encerrou o mês de junho com ativos totais de R$ 596 bilhões, com alta de 15% em 12 meses e queda de 4,5% na comparação com o fim de março.

Na comparação anual, o lucro líquido do Itaú Unibanco recuou 8,1% no segundo trimestre de 2009. O maior banco do Brasil apurou ganho líquido de R$ 2,571 bilhões entre abril e junho deste ano, ante lucro de R$ 2,797 bilhões no mesmo período do ano passado.

Ao se excluir eventos extraordinários, o lucro recorrente no segundo trimestre foi de R$ 2,429 bilhões, volume 14,4% menor na comparação anual e 5,2% inferior ao ganho recorrente do primeiro trimestre de 2009, quando somou R$ 2,562 bilhões. Por este critério, o retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado foi de 21,1% no segundo trimestre, com 2 pontos de queda ante o primeiro trimestre e 5,7 pontos abaixo do índice de 26,8% do segundo trimestre de 2008.

Ainda em termos recorrentes, o Itaú Unibanco teve lucro de R$ 4,990 bilhões de janeiro a junho, o que representa uma queda de 10% ante o ganho em termos ajustados do primeiro semestre de 2008, de R$ 5,555 bilhões.

Com a margem financeira do segundo trimestre praticamente estável (-0,1%) ante o primeiro trimestre, em R$ 10,56 bilhões, nota-se que a alta da provisão para liquidação de créditos duvidosos ajudou a reduzir o resultado do banco entre abril e junho.

Dentro da carteira de crédito, os empréstimos para empresas diminuíram 4,5% no trimestre, para R$ 145,9 bilhões, embora tenham subido 17,1% em 12 meses. Este recuo na comparação mais recente foi puxado pelas grandes empresas, cuja carteira total diminuiu 9,5%, para R$ 91,6 bilhões, enquanto os empréstimos para pequenas e médias tiveram alta de 5,3% ante março, para R$ 54,3 bilhões ao fim do segundo trimestre.

Entre as pessoas físicas, os empréstimos subiram 2,2% no trimestre e 13,2% na comparação anual, tendo somado R$ 96,5 bilhões em junho. Neste segmento, destaque para os empréstimos com cartão de crédito, que aumentaram 19% em 12 meses, para R$ 24,3 bilhões, e para o financiamento de veículos, com elevação de 15,1% ante junho de 2008, para R$ 49,5 bilhões.

Pelo lado da captação, o Itaú Unibanco fechou junho com R$ 268,2 bilhões em depósitos, debêntures e outras operações, com redução de 4,3% ante março, mas acréscimo de 24,7% na comparação anual. Ao fim de junho, o patrimônio líquido do banco era de R$ 47,3 bilhões, com expansão de 5% no trimestre e de 9,8% em 12 meses.

Em linha com o apresentado nos últimos balanços, o Índice de Basileia do Itaú Unibanco encerrou o semestre em 16,5%, sendo 13,2% de capital de nível 1. O índice supera com folga o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central (BC).

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Fonte: Contraf-CUT, com Valor Online