A Contraf-CUT e o Itaú Unibanco realizaram nessa quarta-feira, 11, nova rodada de negociação permanente. O banco garantiu que o Plano Complementar de Remuneração (PCR) será pago para todos os trabalhadores, inclusive para o Unibanco. No entanto, o valor da proposta foi considerado insuficiente pela representação dos trabalhadores.

O banco anunciou para o início de setembro o pagamento de R$ 500 a título de antecipação do PCR. De acordo com a direção do banco, eles pretendem gastar o mesmo montante pago em 2008 aos empregados do Itaú, distribuído entre todos os trabalhadores, inclusive do Unibanco, o que resultaria num valor menor de PCR para 2009.

"Os bancários do Itaú não aceitarão receber um valor menor do que o do ano passado. É positiva a extensão do PCR para os trabalhadores do Unibanco, mas o banco precisa melhorar sua proposta", avalia Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados do Itaú Unibanco. Uma nova reunião será agendada para retomar a discussão sobre o tema.

Incentivo à aposentadoria

O banco prorrogou o prazo de inscrição no programa de incentivo à aposentadoria até o dia 17 de agosto. Poderão participar bancários lotados em prédios administrativos e que tenham pelo menos 50 anos de idade completos até o dia 31/07/2010. O banco não atendeu a reivindicação dos bancários de prorrogação do prazo de inscrição e diminuição da idade mínima de adesão para 48 anos, de forma a contemplar as bancárias.

O banco também rejeitou a abertura do programa de incentivo à aposentadoria para os trabalhadores das agências. "Lamentamos essa decisão da empresa, uma vez que as demissões continuam acontecendo inclusive na rede de agências", afirma Jair.

A COE Itaú Unibanco cobrou do banco os números relativos ao programa de incentivo à aposentadoria, cujo prazo de inscrição encerrou-se no fim de julho. O programa teve a adesão de 970 funcionários, sendo 791 do Itaú e 179 do Unibanco.

Garantia de emprego

Os bancários voltaram a insistir com o Itaú Unibanco na questão da garantia de emprego durante o processo de fusão para todos os funcionários. Os negociadores do banco mais uma vez justificaram as demissões que vem ocorrendo como parte do processo de "turn-over", sem ligação com a fusão.

"Os ganhos trazidos pela fusão entre Itaú e Unibanco, conforme demonstra o balanço do primeiro semestre, permitem tranqüilamente a manutenção dos empregos dos trabalhadores dos dois bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do Itaú Unibanco. Os trabalhadores cobraram e o banco aceitou apresentar na próxima reunião o quadro das demissões ocorridas em 2007, 2008 e 2009.

PCS – Os bancários cobraram do banco a discussão de um Plano de Cargos e Salários. O banco solicitou aos trabalhadores que façam na próxima reunião uma apresentação sobre os pontos principais para o movimento sindical em relação ao PCS. Os dirigente sindicais, por sua vez, solicitaram ao banco que apresente a atual estrutura do Itaú e Unibanco. O tema será retomado em negociação futura.

Benefícios – O banco definiu alguns pontos a respeito da equalização de direitos entre os trabalhadores dos dois bancos. Quanto às tarifas, será adotada a política do Itaú, que garante 100% de isenção para os funcionários. O mesmo acontecerá com o cheque especial, onde os bancários do Unibanco passarão a seguir a mesma regra do Itaú, que cobra 3,75% de juros (contra 5,4% no Unibanco), mas não concede dez dias sem juros. Quanto ao crédito imobiliário, ainda não há nada definido.

IAPP – O banco informou que não tem planos de manter o Instituto de Assistência Pedro Di Perna (IAPP) do Unibanco. Os trabalhadores cobraram do banco a realização de uma discussão a respeito do tema, para buscar alternativas. O tema ficou de ser retomado em outra reunião.

Convênio médico – Trabalhadores e banco concordaram sobre a complexidade do tema e decidiram realizar uma negociação específica, em data a ser agendada.

Fonte: Contraf-CUT