O Banco Bonsucesso fechou o primeiro semestre com resultado recorde de R$ 51,3 milhões, quase sete vezes o registrado no mesmo período de 2008. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido de R$ 308,6 bilhões ficou em 36%.

O presidente do Bonsucesso, Paulo Henrique Pentagna Guimarães, não esperava esse desempenho com a crise internacional. Na realidade, o primeiro trimestre deste ano ainda não foi bom. O cenário só começou a mudar a partir daí, quando foi criado o depósito a prazo com garantia especial (DPGE), que normalizou as condições de liquidez para os bancos médios. Também impulsionou os negócios o aumento da margem consignável de 20% para 30% nas operações com beneficiários do INSS.

A carteira total de crédito, incluindo operações cedidas, atingiu R$ 1,9 bilhão em junho, 32% a mais do que em junho de 2008 e 15% a mais do que em dezembro. Desse total, R$ 243,5 milhões são créditos a empresas médias (middle market). As operações cedidas somaram R$ 1,078 bilhão.

Só no segundo trimestre, o volume de operações originadas dobrou em comparação com o primeiro trimestre. Segundo Guimarães, esse ritmo extraordinário não deve ser mantido. Mas, o ano deve fechar com um aumento de 80% nos créditos originados.

A inadimplência no consignado, considerando operações classificadas entre E e H (acima de 90 dias) ficou em 6% da carteira total, sendo de 4% nos contratos com beneficiários do INSS.

A expansão dos negócios foi possível com a melhoria das condições de liquidez do mercado. Somente em DPGE, título criado em abril, o banco emitiu R$ 430 milhões até a semana passada. O total de recursos captados pelo Bonsucesso atingiu R$ 1,067 bilhão em junho, com crescimento de 22,9% sobre junho de 2008.

Fonte: Valor Econômico