Crédito: Seeb Porto Alegre
Seeb Porto Alegre A Secretaria da Segurança Pública do RS realizou na manhã de terça-feira, dia 11, no Departamento de Gestão da Estratégia Operacional (DGEO), mais uma reunião do Grupo de Segurança Bancária. Coordenado pelo secretário-adjunto, Rubens Edison Pinto, o encontro contou com a presença do SindBancários, representados pelo presidente Juberlei Baes Bacelo, o secretário-geral, Fabio Soares Alves, e o diretor Jurídico, Lucio Mauro Paz.

A Associação dos Bancos e Sindicato dos Vigilantes do RS também estiveram no encontro. Não ficou definida uma data para a próxima reunião.

Na pauta, temas como o incremento de ações estratégicas e operacionais visando à prevenção de crimes contra os bancários e a qualificação dos sistemas de segurança, tanto no entorno quanto no interior de agências.

Os principais pontos discutidos foram as ocorrências policiais e resultados de operações de policiamento ostensivo, blindagem dos vidros das agências bancárias, que os bancos ainda não começaram a cumprir, vistoria em estabelecimentos bancários, através da operação Caixa Forte, qualificação dos vigilantes com ênfase em segurança bancária e portas giratórias, além do uso do serviço Disque-Denúncia 181.

"A SSP mostra empenho em seu trabalho para reprimir e reduzir os ataques, mas até agora os bancos seguem sem assumir suas responsabilidades. Não há o mínimo de investimento dos lucros para minimizar as ocorrências. Os bancos repassam suas responsabilidades, mas nunca assumem sua parte", destacou Lucio Mauro. O dirigente ressaltou, ainda, que na 82ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), coordenada pela Polícia Federal (PF), em Brasília, as instituições bancárias receberam um total de R$ 887 mil em multas.

Enquanto os bancos seguem descumprindo a lei dos vidros blindados, as quadrilhas agem livremente, informou Fabinho. " No banco Itaú, por exemplo, nos recentes ataques às agências de Niteroi, em Canoas, e no bairro Teresópolis, os bandidos nem entraram no prédio. Bateram com armas no vidro, ameaçaram e os comparsas completaram a ação", destacou. "Isto não é cooperação. Participamos das reuniões, levantamos questões e elas não são levadas adiante. Há uma explicita demonstração de que os bancos não querem cumpri a legislação", acrescentou.

Já o presidente Juberlei disse que neste processo de discussão sobre a segurança, todos têm sua parcela de responsabilidade. "Enquanto Sindicato, atuamos na prevenção. Recentemente promovemos a Jornada contra a Violência e por Justiça Social, com a Federação dos Bancários RS e mais 10 entidades da capital gaúcha. Uma das diretrizes é de que precisamos agir para prevenir. Os meninos excluídos de hoje, por exemplo, podem daqui a 10 anos, estar com armas na mão atacando os bancos", sintetizou.

Alguns bancos estão fazendo a sua parte, destacou. "A Caixa, por exemplo, anunciou que começará a blindar suas agências, enquanto outros estabelecimentos cumpriram a legislação e colocaram portas giratórias antes do auto-atendimento", completou o presidente.

Ainda participaram da reunião o coronel Marco Antônio Moura dos Santos; o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, delegado Ranolfo Vieira Júnior; e o major Marco Lages de Quadros, da Seção de Operações e Treinamentos da Brigada Militar, entre outros servidores da Segurança Pública.

Fonte: Imprensa/Seeb Porto Alegre