Em reunião ocorrida nesta terça-feira, dia 18, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários definiu a realização de um Dia Nacional de Luta na sexta-feira da semana que vem, 28 de agosto, Dia do Bancário. Essa data marca também o 26º aniversário de fundação da CUT, que igualmente prepara atividades de mobilização para reforçar as lutas da classe trabalhadora

"Vamos promover manifestações em todo País, levando para as ruas as nossas reivindicações e cobrando responsabilidade social dos bancos", adianta o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.

"A mobilização é fundamental para conquistarmos o reajuste de 10%, um novo modelo de PLR (três salários mais R$ 3.850), valorização dos pisos, fim das metas abusivas e do assédio moral, elevação da cesta-alimentação para R$ 465 e melhores condições de saúde, segurança e trabalho, dentre outras demandas", destaca.

Na reunião anterior, o Comando já havia orientado as entidades sindicais a fazer o lançamento da Campanha Nacional em suas bases. Vários sindicatos e federações promoveram atos e manifestações, tendo ocorrido ativiades em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Teresina, Belém, Aracaju, Campinas e Criciúma, entre outras.

Negociações

O Comando também definiu uma proposta de calendário com três rodadas de negociações, o que foi aceito pela Fenaban, durante a primeira reunião com os banqueiros, realizada na tarde desta terça-feira, após a entrega da minuta de reivindicações da categoria no último dia 10. Assim, haverá uma rodada por semana, com os seguintes temas:

– dia 27: emprego;
– dia 2 de setembro: remuneração e cláusulas econômicas;
– dia 9 de setembro: saúde, condições de trabalho e cláusulas sociais.

Também já estão agendadas negociações com o Banco do Brasil, na próxima segunda-feira, dia 24, às 14h30, no Rio de Janeiro, e com a Caixa Econômica Federal na quarta-feira que vem, dia 26, em Brasília. Essas reuniões foram marcadas na entrega das pautas específicas na segunda-feira, dia 17, na capital federal.

"Com esse calendário definido, os sindicatos e as federações podem organizar melhor as suas atividades de pressão sobre os bancos, começando pelo tema do emprego, que é importantíssimo para todos os bancários. Queremos conquistar garantia de emprego, ainda mais diante do processo de fusões em andamento, o fim das terceirizações, a contratação de mais empregados e a ratificação da convenção 158 da OIT que proíbe demissões imotivadas", salienta Carlos Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT