Desrespeitando suas funcionárias e a orientação da Febraban, o Banco do Brasil não afastou as bancárias gestantes como forma de prevenção à Gripe A HINI (conhecida como Gripe Suína). Pelo contrário, dirigentes do Sindicato dos Bancários de São Paulo apuraram nesta quarta-feira, dia 19, que trabalhadoras grávidas permanecem, inclusive, atendendo ao público, contrariando recomendações das autoridades de saúde.

O Sindicato e a Contraf-CUT reivindicam a imediata dispensa do trabalho das bancárias grávidas. Segundo o diretor de imprensa do Sindicato, Ernesto Izumi, a orientação do banco de transferir as trabalhadoras do atendimento ao público é insuficiente.

"Algumas bancárias só foram retiradas do autoatendimento depois da interferência de delegados sindicais junto às gerências. A direção do BB está sendo irresponsável e estamos insistindo para que essas funcionárias sejam afastadas do trabalho, sem prejuízos de seus direitos como a licença maternidade, a exemplo do que já fizeram outras instituições financeiras", diz. Ele ressalta que qualquer problema enfrentado pelas bancárias será de inteira responsabilidade do banco.

"O BB tem de mudar logo esse procedimento, afastando preventivamente as gestantes, como ficou garantido na primeira negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. É uma questão de responsabilidade social. Esperamos uma solução urgente do banco", reforça o funcionário do BB e secretário de formação da Contraf-CUT, William Mendes.

As funcionárias grávidas que tiverem dificuldades para o devido afastamento devem entrar em contato com o Sindicato por e-mail ou pelo fone 3188-5200 para que a entidade possa reforçar a reivindicação junto à empresa.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo