O cliente que utiliza apenas as operações simples dos bancos pode economizar com a abertura de uma conta corrente que opera somente com serviços essenciais gratuitos. O problema é que os bancos escondem essa informação e ainda dificultam a vida dos clientes que optam por essa conta sem tarifas.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), divulgada pelo Jornal da Tarde, os bancos demoram para fazer a alteração de uma conta de outro tipo para a sem taxação e ainda fazem cobranças indevidas.

"Os bancos não divulgam a conta com serviços essenciais porque isso contraria o interesse deles de obter receita com tarifas bancárias", afirma Ione Amorim, economista do Idec e coordenadora da pesquisa. Segundo ela, a única maneira de o consumidor ter acesso a esse tipo de serviço é tomar a iniciativa de pedi-lo na agência.

De acordo com o Idec, na Caixa Econômica Federal a gerente alegou que o produto não existia e só depois de muita insistência a alteração foi feita, tendo como comprovante da operação apenas um telefonema do banco.

No HSBC e no Real, o cliente foi orientado a enviar uma carta pedindo a alteração e ainda foram aplicadas taxas sem fornecimento de comprovantes. O Real também exigiu o pagamento de três tarifas que não mais cabiam com a alteração. O Bradesco é outro que cobrou tarifa indevidamente.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino, esta atitude dos bancos é mais uma prova de que as instituições financeiras não praticam a responsabilidade social que anunciam em suas propagandas.

"Aliás, os serviços essenciais só foram regulamentados pelo Banco Central, em 2007, depois de muita pressão dos bancários e da sociedade brasileira, revoltada com os abusos dos bancos", destaca o dirigente sindical.

"A resolução diminuiu a quantidade e o valor das tarifas cobradas e ainda determinou que as instituições financeiras ofereçam serviços gratuitamente. Mas os bancos passam por cima da legislação e penalizam toda a sociedade. É porque isso que na campanha salarial dos bancários deste ano a categoria questiona: Cadê a responsa, banqueiro?", finaliza Marcolino.

Fonte: Seeb São Paulo com Jornal da Tarde