No final de julho deste ano, o Itaú Unibanco atendeu a uma antiga reivindicação do Sindicato dos Bancários de São Paulo e reverteu a terceirização da área de sistema da Orbital. Uma medida acertada e que fez com que 400 trabalhadores da empresa terceirizada passassem para a categoria bancária com os mesmos direitos e conquistas.

"A reversão das terceirizações, com o reaproveitamento de todos os trabalhadores, a exemplo do que ocorreu na Orbital, faz parte das reivindicações do Sindicato para manter o emprego e os direitos dos funcionários durante o processo de fusão", destaca a diretora do Sindicato Ana Tércia Sanches, afirmando ser um grande equivoco as medidas que a empresa tem tomado ao iniciar a terceirização de setores do Crédito Imobiliário e da Itaucred.

O Sindicato apurou, por exemplo, que os setores de teleatendimento, telecobrança, montagem de dossiês, administração e cobrança, pré-auditoria, análise de documentos, todos do Crédito Imobiliário, e os de gestão de financiamento e de cobrança, da Itaucred, já foram terceirizados.

"O banco tem de reverter esse processo. Os serviços são essenciais, lidam com o sigilo dos clientes, além de serem tarefas necessárias para que o crédito seja concedido na finalização de todo o processo", diz Ana Tércia, afirmando que muitos bancários saem da empresa para serem contratados pelas terceirizadas, mas com salários reduzidos e direitos rebaixados em relação a categoria.

O Sindicato vai insistir para que o banco reverta as terceirizações e orienta os trabalhadores a procurarem um dirigente sindical caso tenha dúvidas ou denúncias sobre terceirização em seu local de trabalho.

Fonte: Jair Rosa – Seeb São Paulo