O Itaú Unibanco criou um conselho de notáveis para auxiliá-lo na estratégia de se expandir além das fronteiras brasileiras. O chamado Conselho Consultivo Internacional (International Advisory Board, em inglês) será presidido pelo ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e terá sua primeira reunião no mês de outubro, em Londres. A ideia foi criar um conselho que pudesse ser a expressão da presença, que nós queremos que seja crescente, no exterior, explicou Malan. Espero que seja um lugar de discussão para as percepções sobre riscos, oportunidades e desafios, acrescentou.

Na avaliação do ex-ministro, o aumento da presença de companhias brasileiras no exterior (as chamadas multinacionais verde-amarelas) é uma oportunidade clara para o banco. São empresas de dimensão internacional que utilizam serviços bancários que um banco brasileiro, hoje, ainda não tem condições de oferecer, ponderou. Portanto, é natural que o Itaú Unibanco lance seu olhar para o futuro, não só no mercado doméstico, que é obviamente prioridade, mas também para o resto do mundo.

Inicialmente, o conselho terá dez integrantes: o economista André Lara Resende, um dos criadores do Plano Real; o presidente da Renault Nissan, Carlos Ghosn; o ex-presidente do banco de investimentos Merrill Lynch e do Banco de Israel, Jacob Frenkel; o sócio da AmBev e da AB-InBev, Marcel Telles; o ex-secretário da Fazenda do México Pedro Aspe; o ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Raghuram Rajan; o ex-presidente do McDonalds na América Latina Woods Staton; além dos presidentes executivo e do conselho de administração do Itaú Unibanco, Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles.

Todos têm enorme contribuição para dar nesse processo, que inclui o entendimento da situação internacional e os riscos e oportunidades que isso oferece para o banco, afirmou Malan. Vários acompanham muito de perto a evolução do sistema financeiro e as mudanças de regulação e supervisão em andamento. Há, também, os que veem muito de perto esse processo de consolidação do setor no mundo, via fusões e aquisições.

Fonte: Agência Estado