Crédito: Contraf-CUT
Contraf-CUT A funcionária do Santander e secretária de Políticas Sociais da Contraf/CUT, Deise Recoaro, divulgou artigo questionando a responsabilidade social do banco espanhol e apontando uma visão atrasada e predatória. Para ela, "a selvageria que este tipo de visão propõe é insustentável".

Leia a íntegra do artigo:

Responsabilidade Social:

Visão do Santander: atrasada e predatória.

Enquanto o mundo inteiro discute a responsabilidade social das empresas sob a perspectiva da Sustentabilidade – calcada no tripé econômico, social e ambiental – , o Santander vai na contramão da história e explicita no seu Relatório Anual de 2008 a visão atrasada e predatória da gestão deste banco que se resume em gerar rentablidade crescente aos seus acionistas e satisfação de todas as necessidades financeiras de seus clientes.

Se considerarmos a fusão de dois grandes bancos, Santander e Real, é lamentável que a atual administração faça a opção por este tipo "míope" de visão. Pois existe uma diferença substancial com a visão do banco, no qual o atual presidente do Grupo Santander Brasil, Fabio Barbosa, esteve à frente, desde que o ABN Amro adquiriu o Banco Real. Conforme o último relatório publicado em 2006 pelo ABN Amro, a visão consiste em integrar o humano, com o ambiental e com o econômico em todas as suas decisões.

Sabemos que aqueles dizeres "NOSSA VISÃO", enquadrados e pendurados nos locais de trabalho, traduzem a visão de mundo que esta empresa tem que, por sua vez, irá orientar toda ação dessa empresa com as partes interessadas ou atingidas. Portanto, uma empresa que se autoconclama Socialmente Responsável, mas afirma que seu objetivo maior é "a força da grana que ergue e destrói coisas belas", como diria Caetano, está jogando por lixo tudo que foi produzido e pensado sobre Responsabilidade Social.

Enquanto a Febraban divulga o senso sobre o Mapa da Diversidade nos bancos, através de uma pesquisa que o movimento sindical apoiou, o Santander omite informações sobre o número de negros e negras na instituição e não revela qual é a situação da mulher (maioria absoluta) dentro do banco em termos de salários e encarreiramento.

O Brasil, ou onde quer que o banco atue, não pode mais suportar práticas tão atrasadas e predatórias como as propostas pelo Santander. A selvageria que este tipo de visão propõe é insustentável. Portanto, não é benéfica nem para esta geração e quem dirá para as futuras.

Fonte: Contraf-CUT