A proteção à maternidade é um direito constitucional que toda mãe trabalhadora deve ter garantido, seja com a existência de uma creche custeada pela empresa ou pelo pagamento do auxílio-creche/babá, como no caso das bancárias.

O acordo coletivo da categoria prevê a conquista para quem tem filhos de até 83 meses, a fim de auxiliar nos custos de creches e escolinhas ou o mesmo no salário de uma babá. Uma das conquistas da categoria é a extensão do auxílio também aos pais bancários. Mas o valor oferecido hoje pelos bancos, de R$ 196,18, torna-se irrisório se comparado às mensalidades cobradas pelas escolinhas infantis.

O assunto será pauta de reunião da Campanha Nacional, entre bancários e bancos, marcada para quarta-feira 2.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo entrou em contato com dez escolas (nas zonas norte, leste, sul, oeste e no município de Osasco). O valor da mensalidade integral, para berçários ou educação infantil, varia de R$ 450 a R$ 1.300. Na Campanha Nacional deste ano, os bancários reivindicam um salário mínimo (R$ 465), como forma de dar mais tranquilidade aos pais no local de trabalho.

Bancária há 26 anos, uma funcionária do Bradesco deixou de pagar a escolinha, pois o valor do auxílio não compensava. "Eu gastava uma média de R$ 500 por mês. Agora consegui colocar minha filha de cinco anos em uma creche pública", conta a bancária.

Fora o valor da mensalidade das escolas infantis, os pais também custeiam o transporte e a alimentação das crianças. "Seria ótimo o valor de um salário mínimo como auxilio, para ajudar pagar uma escola ou uma babá", completa.

Outra trabalhadora vive situação parecida, mas não tem outra opção a não ser pagar mais de R$ 400 por mês para uma babá, além dos direitos da empregada, como o INSS. "Se eu sofro para pagar esse valor, imagina uma bancária com quatro filhos? Os custos devem ser maiores que o salário", completa a bancária, reforçando a necessidade do aumento do auxílio-creche/babá para o valor de um salário mínimo.

Fonte: Gisele Coutinho – Seeb São Paulo