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Os bancos brasileiros estão entre as instituições financeiras mais rentáveis de todos os bancos das Américas, o que inclui os Estados Unidos, segundo levantamento sobre o primeiro semestre de 2009 publicado nesta segunda-feira 21 pela empresa de consultoria Economática. O Bradesco é o primeiro do ranking. O Itaú Unibanco ficou em terceiro lugar entre os mais rentáveis, o Banco do Brasil em quarto e o Santander Brasil em 13° lugar.

"Esses dados confirmam outras avaliações de que os bancos que operam no país estão extremamente sólidos e têm, portanto, condições plenas de atender às reivindicações da categoria por aumento real, PLR maior, valorização dos pisos salariais, garantia no emprego, auxílio-educação e melhorias nas condições de saúde, de segurança e de trabalho", cobra Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

> Veja aqui a proposta rebaixada dos bancos

Segundo a Economática, que usa o conceito ROA (lucro líquido sobre ativos) no levantamento, o Bradesco supera em rentabilidade o banco norte-americano mais bem situado, o Fifth Third Bancorp, e tanto ele como o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil estão na frente dos gigantes American Express, Goldman Sachs, Wells Fargo, Goldman Sachs, Bank of America e Citigroup. E o Santander Real apresentou rentabilidade superior ao JP Morgan Chase.

Outro levantamento realizado em agosto pela Economática mostrou que os 21 maiores bancos brasileiros tiveram a maior rentabilidade entre todas as empresas com ações na Bovespa, no primeiro semestre. E o sistema financeiro foi mais uma vez o setor que mais faturou em toda a economia brasileira nos primeiros seis meses do ano.

"Por isso não tem o menor sentido os bancos apresentarem uma proposta aos bancários que apenas repõe a inflação dos últimos doze meses, reduz o valor da PLR em relação ao que foi pago no ano passado e ignora as reivindicações sobre emprego, valorização dos pisos e melhores condições de trabalho", acrescenta Carlos Cordeiro. "Estamos aguardando uma nova proposta dos banqueiros até as assembléias da quarta-feira. Se não, os bancários vão à greve a partir do dia 24."

Fonte: Contraf-CUT, com Folha Online