estamos_em_greve_sp.jpg

estamos_em_greve_sp.jpgBradesco deu mais uma prova do seu modelo repressor de trabalho. Poucos minutos após as 10h da manhã de quinta-feira 24, primeiro dia da greve dos bancários, foi o primeiro banco a abrir uma agência, a da Rua São Bento, em São Paulo, fazendo uso da força policial. A Polícia Militar deixou o local prometendo fazer o serviço em outras agências do centro da capital paulista.

O tom de deboche contra os trabalhadores ficou por conta da gerente da agência São Bento, que questionada por uma dirigente sindical sobre o que pretendia fazer no segundo dia de greve para forçar os bancários a trabalhar, não se fez de rogada. "Meu marido é do Choque (Batalhão de Choque da PM), se eu quiser tenho até escolta pessoal", disse a gerente.

Essa relação que a PM mantém com os bancos já foi denunciada ao secretário de Segurança Pública.

Banco do Brasil

No Complexo São João do BB, os bancários deram o exemplo logo nas primeiras horas da manhã. Após o Centro de Serviços Operacionais (CSO) chamar a polícia para abrir o banco, um dirigente sindical foi preso. Diante do confronto, os bancários se recusaram a entrar e a greve foi mantida.

Mobilização

Hoje, às 17h, os trabalhadores realizam assembléia na Quadra dos Bancários (Rua Tabatingüera, 192, Sé) para avaliar os rumos do movimento.

"Os banqueiros levaram os trabalhadores à greve ao apresentar proposta rebaixada. A Fenaban se negou a propor aumento real de salários, PLR justa e proteção ao emprego. Os trabalhadores estão em greve para que os banqueiros apresentem uma proposta que contemple as reivindicações da categoria", disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

A decisão de greve por tempo indeterminado foi tomada na noite desta quarta-feira, 23 de setembro, em assembléia que reuniu cerca de 2 mil bancários na quadra da entidade. A categoria reivindica reajuste de 10% nos salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais valor fixo de R$ 3.850.

Os trabalhadores também querem a inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de cláusula de proteção ao emprego em casos de fusão. Os bancários também exigem o fim o assédio moral e de metas abusivas.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo