Em plena greve nacional dos bancários, os investidores interessados em tomar parte na oferta pública de ações do Santander – que pode ser a maior do mundo em 2009 – têm a partir desta segunda-feira, dia 28, até o dia 5 de outubro para fazer o seu pedido de reserva em uma corretora consorciada. O investimento mínimo é de R$ 3 mil.

O varejo ficará com até 20% das 525 milhões de units (recebido de ação formado por 55 papéis ordinários e 50 preferenciais). Considerando-se o teto da estimativa de preço, que vai de R$ 22 a R$ 25, o banco levantará R$ 13,125 bilhões.

Com a colocação dos lotes suplementar e adicional, o total chega a R$ 15,625 bilhões. Para efeito de comparação, a maior oferta já feita na Bovespa foi a da Visanet, que somou R$ 8,39 bilhões.

Funcionários e clientes terão preferência na compra dos papéis, o que reduzirá a fatia de ações disponíveis para os demais investidores de varejo.

Para participar da oferta, o funcionário ou cliente do banco deverá efetuar sua reserva exclusivamente na Santander Corretora. Já o cliente do ABN Amro Real que for cadastrado na ABN Amro Corretora deverá realizar sua reserva exclusivamente nessa corretora.

Caso o correntista do Real não seja cadastrado na ABN Amro Real Corretora, ele deverá realizar seu cadastro e pedido de reserva na Santander Corretora.

Empréstimo para funcionários

No caso dos funcionários, o valor mínimo de investimento é de R$ 1 mil. Esse grupo também poderá utilizar condições especiais para subscrição dos papéis por meio de incentivo, que possibilitará mediante requerimento empréstimo com o banco no valor mínimo de R$ 1 mil e máximo de um salário bruto mensal.

Os juros serão de 1% ao ano. Encerrado o período de reserva, o preço das ações será definido em 6 de outubro e os papéis passam ser negociados no Nível 2 da Bovespa no dia 8 de outubro, sob o código SANB11.

O funcionário que participar deverá ficar com as units por ao menos 60 dias, sendo que as despesas de custódia serão arcadas pelo banco caso ele fique com os papéis pelo prazo mínimo de seis meses.

"Faltou novamente a inclusão dos colegas aposentados, responsáveis pela grandeza dos bancos adquiridos pelo Santander no Brasil", aponta o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. Ele lembra que quando houve a doação de 100 ações do banco para cada trabalhador, por ocasião do aniversário de 150 anos do Santander, os jubilados também foram esquecidos pela direção do grupo espanhol.

O funcionário deve ter vínculo empregatício com o banco ou qualquer subsidiária nesta segunda-feira.

"Esperamos que os recursos oriundos da oferta de ações sejam aplicados no Brasil. Exigimos que o banco pare de demitir, acabe com as práticas antisindicais, abre as prometidas 600 agências, melhore as condições de trabalho e o atendimento aos clientes. Queremos que o banco respeite o Brasil e os brasileiros", ressalta a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa.

Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico