Cerca de 1,5 mil empregados da Tivit paralisaram as atividades nas unidades Bráulio Gomes e República, nesta segunda 28, quinto dia da greve nacional dos bancários. Os trabalhadores da empresa, que presta serviços terceirizados aos bancos Santander, Bradesco e Nossa Caixa, vivem uma situação de exploração com baixos salários e direitos da categoria negados, mesmo realizando a função de bancários.

De acordo com o diretor da Contraf-CUT, Lindiano José da Silva, funcionários conseguiram resistir a pressão de gestores e a truculência da polícia. "A luta dos terceirizados se identifica com a dos bancários. A disposição de mobilização e a união levarão à vitória da classe trabalhadora", afirma.

A secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, lembra que a exploração dos trabalhadores terceirizados tem a conivência das instituições financeiras. "Os salários desses funcionários são de R$ 495, o vale refeição de R$ 3. Esses números dão a dimensão da realidade desses trabalhadores. Vale lembrar também dos problemas de assédio moral e de extrapolação de jornada sem o pagamento de hora-extra", denuncia.

Fonte: Carlos Fernandes – Seeb São Paulo