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negociacao_09092009.jpgDepois de seis dias de greve dos bancários, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) aceitou ontem retomar as negociações salariais com a categoria. Uma nova rodada de negociação foi agendada para esta quinta-feira, em São Paulo.

"Esperamos que a Fenaban assuma a responsabilidade e coloque na mesa uma proposta digna de ser apreciada nas assembleia e possa inclusive acabar com a greve", disse Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf), filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A última reunião ocorreu dia 17, quando os bancos apresentaram proposta de 4,5% de reajuste salarial, que apenas repõe as perdas com a inflação, além de uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) menor que a do ano passado.

"Os bancários só foram à greve depois de rejeitarem essa proposta rebaixada dos bancos, que consideramos uma provocação", disse Cordeiro.

Com data-base em 1º de setembro, a categoria reivindica 10% de reajuste, o que representa aumento de 5% acima da inflação, PLR composta pelo pagamento de três salários, acrescidos de valor fixo de R$ 3.850.

Os trabalhadores querem também a inclusão na convenção coletiva de trabalho de uma cláusula de proteção ao emprego em caso de fusão de bancos, entre outras reivindicações.

Para o presidente da Contraf, foi a ampliação da greve e da mobilização dos trabalhadores de bancos privados que forçou a Fenaban a retomar as negociações com o Comando Nacional dos Bancários.

Procurados, o negociador dos bancos, Magnus Apostólico, e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) não retornaram as ligações. A Fenaban divulgou nota confirmando a retomada das negociações.

Ontem, a greve atingiu 6.449 agências em todo o País, segundo a confederação, com base nos dados dos sindicatos. Na segunda-feira, esse número era menor, de 5.786 agências.

Metalúrgicos

Metalúrgicos da CUT e representantes das empresas de autopeças, forjarias e parafusos no Estado de São Paulo chegaram ontem a um acordo, depois de três semanas de greve.

Os trabalhadores aceitaram reajuste salarial de 6,53% (2% de aumento real). A proposta inclui avanços nas cláusulas de direitos sociais, como a estabilidade no emprego até a aposentadoria para trabalhadores portadores de doença profissional.

Fonte: O Estado de São Paulo / Marcelo Rehder