Após muita pressão dos bancários, a Fenaban, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil agendaram, nesta terça-feira, 29, novas rodadas de negociação com o Comando Nacional dos Bancários em São Paulo. A primeira será realizada amanhã, dia 30, às 14 horas com a direção do BB.

Já as reuniões com a Fenaban e com a CAIXA, acontecerão no dia 1º de outubro, quinta-feira, às 10 e às 15 horas respectivamente. A retomada dos processo de negociação ocorreu no sexto dia da greve nacional dos bancários.

Desde o fim de semana, o Comando Nacional dos Bancários vêm solicitando à federação dos bancos (Fenaban), ao Banco do Brasil e à CAIXA a retomada das negociações e reforçando as reivindicações da categoria.

Em assembleia realizada nesta terça-feira, às 12 horas, em frente a agência Século da CAIXA, na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, foi deliberado, por unanimidade, a continuidade da greve por tempo indeterminado. Nova assembleia ocorrerá amanhã no mesmo local, às 12 horas, para discussão dos próximos passos do movimento.

Após a assembleia de hoje, os bancários seguiram em passeata pelas principais ruas do centro da Capital até a agência Tupinambás da CAIXA onde cerca de 300 bancários entraram na unidade de trabalho para conclamar os poucos funcionários que ainda não aderiram ao movimento a reforçar a greve.

A manifestação teve também o objetivo de mostrar para a CAIXA o quanto a greve é forte e que os bancários continuarão unidos nessa luta até que a direção da empresa apresente uma proposta que atenda as reivindicações da categoria.

Durante a paralisação de hoje – que atingiu 92% das unidades e departamentos da CAIXA, 50% do Banco do Brasil e mais de 20 agências de bancos privados – tanto o Bradesco e como o Itaú Unibanco voltaram a se valer do instrumento do interdito proibitório para reabrir suas unidades e impedir o legítimo direito de greve dos bancários.

Mas nem mesmo a truculência do Bradesco intimidou os bancários que fizeram valer o seu poder de pressão e paralisaram a unidade Pólo situada na rua Guajajaras, de 4 horas da manhã até às 16 horas. A paralisação quebrou a intransigência do banco que sempre usou da violência contra os trabalhadores e mostrou a força dos bancários.

Para o presidente do Sindicato, Cardoso, o sexto dia de greve foi mais um dia vitorioso da campanha, pois mostrou o poder de pressão dos bancários. "Foi o nosso poder de mobilização que fez com que a Fenaban cedesse e forçou as direções da CAIXA e do Banco do Brasil a retomarem as negociações. Temos que continuar unidos e fortes, pois só assim vamos dobrar a intransigência dos patrões", ressaltou.

Fonte: Alessandro Carvalho – Seeb BH