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O Comando Nacional dos Bancários retoma as negociações com a Fenaban nesta quinta-feira 1º de outubro, às 10h, no oitavo dia da greve nacional da categoria por aumento real de salário, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) mais justa, valorização dos pisos salariais, proteção ao emprego, contratação de mais bancários e melhoria nas condições de saúde, de segurança e de trabalho, com a implementação de políticas de combate ao assédio moral e às metas abusivas.

Nesta quarta-feira 30, sétimo dia da greve, 6.826 agências foram paralisadas nos 27 Estados e no Distrito Federal, um crescimento de 6,7% em relação à terça-feira e de 137% comparado com o primeiro dia, quando 2.881 agências foram fechadas em todo o país.

"O fortalecimento da greve mostra que aumenta a indignação dos bancários com a proposta rebaixada apresentada pelos bancos, que prevê 4,5% de reajuste, o que apenas repõe a inflação do período, e uma PLR menor do que a do ano passado", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "É muito grande a expectativa de que a Fenaban traga uma proposta na negociação desta quinta que atenda às reivindicações dos trabalhadores e ponha fim à greve", acrescenta.

Avanços no BB

Na retomada das negociações das questões específicas do Banco do Brasil realizadas nesta quarta-feira 30, o BB avançou em algumas reivindicações do funcionalismo: anunciou a contratação de três mil novos funcionários até 2010 e a criação de comitês de ética nos 26 Estados e no Distrito Federal com representação eleita pelos bancários, visando combater o assédio moral e "outros desvios comportamentais".

O BB também propôs, na reunião realizada em São Paulo, manter o modelo de PLR em vigor e condicionou a discussão de outras reivindicações ao resultado da rodada de negociação que será realizada com a Fenaban nesta quinta-feira. Nova rodada de conversação com o BB será mantida pelo Comando Nacional dos Bancários após a reunião com a Fenaban.

Também nesta quinta-feira, às 15h, em São Paulo, será retomado o processo de negociação das reivindicações específicas com a Econômica Federal.

Fonte: Contraf-CUT