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Bancários de São Paulo completaram nesta quarta-feira 30 uma semana de greve nacional por tempo indeterminado, com adesão de 38.950 trabalhadores de 770 locais de trabalho. No Brasil, segundo dados da Contraf-CUT, foram 6.826 agências paralisadas. A força da mobilização durante toda a semana conquistou a retomada das negociações com os banqueiros.

A primeira reunião foi com a direção do Banco do Brasil, sobre questões específicas, na mesma quarta-feira, às 14h. No dia seguinte haverá a mesa com a Fenaban, às 10h, e o debate específico com a direção da Caixa Federal.

Segundo o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, a greve está forte e cresce a cada dia. "Nosso movimento tem surpreendido os bancos e graças ao nosso poder de pressão as instituições financeiras nos procuraram para retomar as negociações. Esperamos que os banqueiros tenham entendido o recado que demos nesta última semana e apresentem uma proposta que atenda nossas reivindicações, como aumento real de salários, PLR maior, valorização dos pisos e garantia de emprego", diz.

Mais concentrações

Além das agências, ficaram fechados os prédios administrativos da Nossa Caixa (Rua do Tesouro, XV de Novembro, Líbero e Álvares Penteado e Praça da República), Unibanco (Patriarca, Boa Vista e ITM) Banco do Brasil (Complexo São João, Verbo Divino, Compe e Gecex III), Caixa Econômica Federal (São Joaquim, Brás e Sé), Bradesco (Telebanco Nova Central) e nas terceirizadas Fidellity e Aymoré Financeira.

Repressão

A nota triste do dia ficou por conta do Santander Real e da Polícia Militar, que promoveram uma baixaria na Rua Boa Vista. Sobrou agressão, ameaças e prisão de trabalhadores em pleno exercício do direito de greve.

Assembleia

Em assembleia realizada no final do dia, na Quadra, os bancários decidiram dar continuidade ao movimento.

Fonte: Seeb São Paulo