Crédito: Seeb Campina Grande
Seeb Campina Grande O direito de greve em Campina Grande (PB) mais uma vez foi desrespeitado pelos gestores do Bradesco na cidade. Como já é de praxe, a instituição mais uma vez usou de artifícios criminosos para pressionar os funcionários (assediando-os descaradamente pelo celular) com a polícia do Estado, apenas para que suas ordens tiranas fossem cumpridas.

De posse de um mandado de segurança, expedido para o Sindicato dos Bancários da Paraíba, uma outra entidade, cuja base territorial não inclui Campina Grande, os gerentes do banco, sem ordem judicial, utilizaram indevidamente a força policial por duas vezes esta semana para que a mesma pusesse os trabalhadores para dentro da agência. Na quarta-feira, 30 de setembro, acompanhados dos advogados do banco e de um representante da Gerência Regional do Bradesco, os policiais tentaram, porém não conseguiram e curvaram-se ao fato de não possuírem nenhuma ordem judicial contra o Sindicato de Campina Grande.

Insatisfeitos, os administradores do Bradesco aumentaram ainda mais a pressão sobre os funcionários, caracterizando-se explicitamente em assédio moral dos maiores.

Circo armado

Nesta sexta-feira, 2, o Bradesco superou-se na arte de ser truculento. Mesmo sem nenhuma ordem judicial, o banco voltou a fazer uso de forma indevida do aparato policial, desta vez tendo à frente da tropa de choque o comandante do II Batalhão da Polícia Militar de Campina Grande, Tenente-Coronel Marcos Marconi, que, usando a força do Estado, não quis saber de argumentações, não mostrou o mandado, nem aceitou as informações dos diretores do Sindicato quanto ao erro do tão questionado mandato. Por um "corredor" formado por policiais e sob os olhares ameaçadores dos gerentes, os funcionários retornaram ao trabalho.

A diretoria do Sindicato está tomando todas as medidas jurídicas cabíveis e já tem agendada para o início da manhã da próxima segunda-feira uma audiência com o Procurador do Trabalho da 13ª região de Campina Grande.

Fonte: Seeb Campina Grande