Crédito: Seebf/PI
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Atendendo a convocação do Sindicato dos Bancários do Piauí, a passeata da categoria, iniciada às 9h desta segunda-feira (05/10), parou o centro comercial de Teresina no 12º dia de greve. A concentração foi em frente ao Banco do Brasil da Rua Álvaro Mendes, de onde os bancários saíram percorrendo a Rua David Caldas passando pela Caixa Econômica Federal da Rua Areolino de Abreu e depois pelo Itaú na mesma rua, seguindo até o Banco do Nordeste da Rua Rui Barbosa e finalizando no Bradesco da Rua Álvaro Mendes.

Durante o percurso, por onde passavam os bancários chamavam a atenção da população para a intransigência dos banqueiros que insistem em emperrar as negociações. Sem proposta, a greve se intensifica mais ainda.

A manifestação dos bancários contou com carro de som, faixas e bandeiras com o slogan da Campanha Nacional deste ano. Todos usaram apitos fazendo um verdadeiro barulho pelas ruas da capital piauiense.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí, José Ulisses de Oliveira, disse que a realização da passeata foi uma estratégia decidida em assembleia da categoria no fim de semana. "Queremos chamar atenção dos banqueiros e mostrar que temos força para continuar a greve pelo tempo que for preciso e pressionar, ao mesmo tempo, para o retorno das negociações", frisa.

O diretor Arimatéa Passos esclareceu ainda que a escolha do Bradesco para finalizar a passeata foi justamente porque o banco é um dos que mais emperram nas negociações com o Comando Nacional dos Bancários. "Queremos reafirmar que somos trabalhadores e estamos defendendo nossos direitos e a greve é nosso instrumento de luta", pondera.

Também nesta manhã, a Policia Militar foi acionada mais uma vez pela direção do Bradesco para garantir o acesso dos empregados aos seus postos de trabalho. Dois policiais passaram algum tempo indagando aos bancários se os sindicalistas estavam impedindo que eles entrassem na agência.

Mais uma vez o diretor João Neto explica que o tom de voz com que os policiais fazem uso reflete como uma coação para os empregados que, intimidados, acabam por ceder a pressão e voltam ao trabalho.

Fonte: Gilson Rocha – Seebf/PI