Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco da Amazônia permanecem em greve por tempo indeterminado, após rodadas de negociação específica frustradas. Hoje se completa 16 dias de paralisação e ambos os bancos não apresentaram proposta que contemple as necessidades da categoria.

Somente em Mato Grosso, estima-se que a Caixa possui um déficit de mais de 200 empregados. A falta de funcionários culmina na exploração exacerbada dos trabalhadores, que tem cumprido jornada de cerca de 10 horas diárias e trabalhado durante o fim de semana. O banco mostra que não está disposto a negociar dignamente. Exemplo disso foi a greve dos arquitetos, advogados e engenheiros da instituição, que foi prolongada por mais de um mês em decorrência da postura intransigente da empresa. Na ocasião, a Caixa Federal preferiu apelar para a Justiça ao invés de negociar com os trabalhadores.

"A Caixa tem enrijecido as negociações e os bancários estão sendo forçados a paralisar suas atividades para que seja arrancada uma proposta com mais contratações, reajuste salarial e valorização profissional. Estamos dispostos a dialogar com a empresa, e é por isso que estamos mobilizados para que tenhamos uma resposta da direção", argumenta o diretor do SEEB-MT e funcionário da CEF, John Gordon.

No Banco da Amazônia os funcionários estão sofrendo por conta da ineficiência do plano de assistência médica da instituição. Quando necessitam de auxílio médico, não há rede credenciada para o atendimento. Um dos principais entraves na negociação é a Participação nos Lucros e Resultados, pois a empresa sequer ofereceu garantias de pagamento nos mesmos moldes da Federação Nacional dos Bancos.

Ambos os bancos estão sem proposta e sem previsão para negociação. Os trabalhadores se mantém unidos para que sejam conquistados seus direitos e mantêm a paralisação até que a direção de cada empresa apresente uma resposta às suas reivindicações.

Fonte: Seeb-MT