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Após 15 dias de greve e muito enfrentamento contra a truculência dos banqueiros e a intransigência da direção do Banco do Brasil, os bancários conquistaram uma importante vitória ao aprovar em assembleias realizadas nesta sexta-feira, 9 de outubro, a última proposta apresentada pela Fenaban e pela direção do BB.

Durante os 15 dias de greve os bancários demonstraram a sua capacidade de organização ao paralisar milhares de agências e departamentos em todo o País. Foi a força da greve nacional que obrigou os banqueiros a mudar a proposta rebaixada de reajuste de 4,5% e impediu a redução da PLR em relação ao ano passado.

Proposta da Fenaban

A proposta aprovada pelos bancários dos bancos privados foi apresentada pela Fenaban durante a rodada de negociação do dia 7 de outubro, em São Paulo e contempla aumento real de salários, PLR maior e PLR adicional independentemente do crescimento do lucro. Prevê reajuste de 6%, o que significa aumento real de 1,5% acima da inflação e a PLR cresceu com um importante avanço, pois o adicional passa a ser de 2% do lucro líquido do banco, independente do crescimento desse lucro.

A partir de agora constará na Convenção Coletiva de Trabalho que todo ano haverá adicional de PLR. Outra importante vitória da categoria foi a garantia do teto do pagamento da PLR, já que a Fenaban queria derrubar para 4%, mas a luta garantiu o teto de 15% na distribuição do lucro.

Banco do Brasil

A proposta aprovada pelos mais de 600 funcionários do Banco do Brasil na assembleia de hoje, 9, foi apresentada no dia 7 de outubro, logo após a negociação com a Fenaban e trouxe avanços importantes. Além da aplicação do índice de reajuste de 6% nos salários e verbas retroativa a 1º de setembro, o banco assumiu o compromisso de discutir com o movimento sindical uma proposta para o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). Apresentará também a valorização de 3% no piso em todos os níveis do atual PCS a partir de 1º de outubro, corrigindo toda a curva salarial.

Visando diminuir a sobrecarga de trabalho nas agências, o BB assumiu o compromisso de criar de novos postos de trabalho passou de três mil para dez mil novos empregados para a rede de agências. As novas contratações ampliarão o quadro de funcionários do BB em cerca de 10%, diminuindo a sobrecarga de trabalho e melhorando as condições de trabalho nas agências.

Sobrou disposição de luta

O presidente, do Sindicato, Cardoso, ressaltou a disposição de luta dos bancários dos bancos privados que enfrentaram com coragem a truculência dos banqueiros. Enfatizou também a forte mobilização dos funcionários do Banco do Brasil que fizeram uma das mais belas greves dos últimos anos.

"Quero parabenizar os bancários dos bancos privados que enfrentaram com dignidade os interditos proibitórios e a intimidação da Polícia Militar, que acionada pelos banqueiros, foram para as portas dos bancos obrigar os bancários a trabalhar. Mesmo assim, os funcionários dos bancos privados enfrentaram os banqueiros e paralisaram 4 mil agências em todo o País".

Cardoso lembrou ainda que os funcionários retomaram a sua capacidade de mobilização com alegria e determinação. "Se a mobilização dos funcionários do BB foi boa na greve de 2008, este ano eles deram um show de participação em todas as manifestações promovidas pelo Sindicato e arrancaram uma proposta digna. Temos que fortalecer ainda mais essa mobilização para que na campanha salarial do ano que vem conquistemos ainda mais", afirmou.

Fonte: Seeb BH