Crédito: Jorge Monteiro – Seeb/SE
Jorge Monteiro  - Seeb/SE
Na manhã de hoje, dia 16, o Sindicato dos Bancários de Sergipe participou de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tratar de um pedido de dissídio coletivo instaurado pelo Banco do Estado de Sergipe. No último dia 13, a juíza Maria da Graça negou ao banco um pedido de liminar para decretação da ilegalidade e ou abusividade da greve dos baneseanos, iniciada no dia 24 de setembro, junto com a greve nacional dos bancários. Nesta sexta-feira, 16, a paralisação completa 23 dias.

A juíza acredita que ainda há espaço para entendimento entre as partes, por isso marcou nova audiência para a próxima quarta-feira, dia 21, às 9h30, quando novamente Sindicato e banco sentarão por uma tentativa de conciliação, oportunidade em que o Sindicato deverá juntar sua defesa. Caso não haja entendimento, será instaurado o dissídio com relator e revisor.

"A greve traz efeitos danosos para a comunidade, os empregados e patrões. Acreditamos na sensibilidade e compreensão, e que chegaremos a um denominador comum", disse a juíza. Pelo lado do Sindicato, além do presidente José Souza, participaram os advogados Meirivone Aragão e Thiago d’Ávila; e do lado do banco, a diretora financeira Vera Lúcia e os advogados Juvenal Francisco e Washington Souza.

Para os representantes do Banese, o banco já teria avançado tudo que podia. Para o Sindicato, o banco não atendeu as cláusulas da minuta específica deste ano, inclusive as que não têm impacto financeiro. O documento enviado ao sindicato consta itens que não são praticados, como se estivessem sendo, e outros que não fazem parte da minuta, a exemplo de convênios com a Ford e cursos de idiomas, e reforma de agências e postos.

"A intenção do banco, ao almejar o dissídio coletivo, foi por entender que não há motivo legal para a permanência do movimento paredista por conta da minuta específica", justifica Juvenal. No ano passado, a categoria suspendeu a greve para continuar negociando a minuta, mas o banco não cumpriu o acordo.

Segundo o banco, o fato de ser signatário da Federação Nacional dos Bancos – Fenaban – o faz cumprir apenas o que é determinado na Convenção Coletiva de Trabalho. Porém, a negociação específica é um fato que ocorre com todos os bancos públicos e privados. Foi dessa forma que os bancários do Banco do Brasil avançaram na negociação e conquistaram 3% a mais de reajuste, perfazendo 9%, quando a Fenaban só apresentou 6%.

O promotor de Justiça do Ministério Público do Trabalho Ricardo Carneiro se predispôs a fazer uma mediação entre o Sindicato e o Banese na próxima segunda-feira, dia 19, às 14 horas. Também na segunda-feira acontece assembleia dos bancários, às 17 horas.

Fonte: Seeb/SE