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Seeb Brasília A Contraf-CUT esteve reunida com a direção do HSBC nesta terça-feira, 20, em São Paulo, para discutir a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores. Os bancários questionaram dados presentes no balanço do banco que diminuíram a PLR a ser recebida pelos trabalhadores.

Segundo dados apurados pelo movimento sindical, o lucro do banco inglês no primeiro semestre de 2009 foi R$ 2,1 bilhões, valor que consta do balanço contábil e será usado como parâmetro para o pagamento dos executivos e acionistas do banco. Porém, para efeitos da distribuição da PLR da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, esse resultado aparece como R$ 250 milhões. O motivo são diversas manobras no balanço da empresa, entre elas um aumento muito acima do esperado nas Provisões para Devedores Duvidosos (PDD).

"Essas provisões são um problema contábil do banco que não pode afetar a remuneração dos bancários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, que participou do encontro. "O HSBC já é um dos bancos em que se encontra o maior nível de insatisfação entre os funcionários e esse tipo de manobra para diminuir a PLR só piora a situação", acrescenta.

O HSBC disse que irá avaliar a possibilidade de pagamento de uma PLR maior aos trabalhadores e enviará uma resposta até esta quinta-feira, dia 22. Enquanto isso, os membros da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC se reunirão nesta quarta-feira, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, para discutir os próximos passos da luta contra mais esse abuso do banco inglês.

"Esperamos que o banco apresente uma proposta para resolver essa questão e valorizar seus trabalhadores, que já recebem um dos piores salários do mercado", salienta Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT e membro da COE do HSBC. "Os bancários realizaram hoje manifestações em todo o país para mostrar ao banco que não aceitarão parados esse ataque e novas mobilizações serão organizadas na reunião da COE desta quarta", conclui.

No Distrito Federal, os bancários fizeram uma paralisação (foto) das 11h às 12h na agência do Gilberto Salomão, no Lago Sul. "A paralisação é uma resposta ao descumprimento do acordo, já que eles tentam maquiar os lucros", afirma Raimundo Dantas, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília.

Fonte: Contraf-CUT