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Seec Pernambuco
Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) seguem para seu 33º dia de greve forte e coesa nesta segunda-feira, 26. De braços cruzados, aguardam o resultado da negociação entre a CFNBNB/Contraf-CUT – Comissão Nacional dos Funcionários e a direção do banco, que acontece às 15 horas no Passaré, em Fortaleza.

"Manter a greve é a melhor forma de pressionar o banco para avançar, principalmente se o movimento é forte", avalia Tomaz Aquino, coordenador da comissão. Ele veio ao Recife participar da assembleia desta sexta para esclarecer os colegas pernambucanos sobre as pespectivas das negociações.

Tomaz, entretanto, não acredita que se possa avançar significativamente na PLR. O banco alega limitações orçamentárias impostas pelo Dest – Departamento de Controle das Estatais, do Ministério do Planejamento para justificar a trava de 9% do lucro líquido para tal fim. Considera mais factível o BNB ceder na extensão da licença-prêmio para todos os funcionários, uma vez que o Ceará obteve na Justiça a manutenção do benefício.

A última proposta do banco, na quinta-feira passada, se restringiu a um abono de R$ 500, a ser pago no próximo dia 29. Assim, a recomendação da assembleia é de que se fortaleça a greve nesta segunda, para mostrar para o banco que ainda há fôlego, apesar da greve longa.

Por conta da reunião em Fortaleza, a assembleia desta segunda será às 19 horas, de modo a permitir avaliar eventuais novas propostas.

Até agora, somente o Ceará saiu da greve, há cerca de uma semana.
Fruto de manobra suja do BNB, que pressionou gerentes e comissionados a comparecer à assembleia para votar pelo retorno ao trabalho. Aqui em Pernambuco e nas demais bases de autuação do banco, a estratégia furou.

Fonte: Ivaldo Bezerra-Lumen – Seec Pernambuco