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Crédito: Felix Pereira/CNTV
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A Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) entregaram na quarta-feira, dia 28, novos documentos na Procuradoria-Geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Brasília, sobre a insegurança no transporte de valores. A medida havia sido proposta pelo procurador-geral do MPT, Otávio Brito Lopes, durante reunião promovida no último dia 13, que também contou com a participação da Febraban, sobre a representação da CNTV que denuncia a ocorrência de mortes, feridos e traumatizados no abastecimento de caixas eletrônicos. Os materiais foram recebidos pelo chefe de gabinete do procurador-geral do MPT, Ricardo Britto Pereira.

Proibição ao transporte de valores por bancários

Um dos documentos, apresentado pela Contraf-CUT, denuncia a prática de várias agências, especialmente no interior dos estados, que utilizam bancários para transportar numerário para abastecer os postos de atendimento. "Anexamos notícias mostrando a ocorrência de assaltos com vítimas por causa desse procedimento irresponsável e perigoso. Também juntamos notícias de decisões judiciais condenando bancos ao pagamento de indenizações para a família de bancários assassinados fazendo transporte de valores, que é uma tarefa de empresas especializadas em segurança", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.

Essa prática ilegal já resultou na aplicação de multas contra vários bancos nas reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), coordenada pelo Departamento de Polícia Federal. Segundo levantamento da Contraf-CUT, um total de 109 processos foi apreciado nos últimos cinco anos. "Acreditamos que o número de infrações seria muito maior, se houvesse um procedimento uniforme e cotidiano de fiscalização em todo país", salienta Ademir. "Queremos a proibição do transporte de valores por bancários".

Garagem exclusiva para carros fortes

Outro documento, feito em conjunto pelas entidades dos bancários e vigilantes, reforça as denúncias de precariedade nas operações de embarque e desembarque de valores, principalmente em estabelecimentos bancários. Foi denunciado que várias agências operam de forma insegura, pois os carros fortes estacionam na parte frontal e o dinheiro transita pelas calçadas, autoatendimento e espaço interno das unidades. "Queremos procedimentos que garantam proteção à vida, eliminação de riscos e segurança para trabalhadores, clientes e população", destaca o diretor da Contraf-CUT.

As entidades propõem garagens específicas para a entrada dos carros fortes nas agências. "Defendemos acessos apropriados, exclusivos e com melhores condições de segurança para vigilantes, bancários e a população em geral", aponta o presidente da CNTV, José Boaventua dos Santos. Algumas agências possuem essa garagem ou têm entradas nos fundos, mas viraram espaços para guarda de veículos de gerentes e até são utilizadas para estacionamento particular e pago.

"Queremos proporcionar segurança nas operações de carros fortes. As instituições financeiras, que têm auferido lucros fabulosos, possuem todas as condições para fazer os investimentos indispensáveis para adequar as instalações de suas agências", ressalta Boaventura.

Também estiveram presentes na entrega dos documentos ao MPT a diretora de assuntos jurídicos da Contraf-CUT, Miriam Fochi, e o diretor de assuntos de transporte de valores da CNTV, Carlos José das Neves.

No próximo dia 9 de novembro, às 14 horas, o procurador-geral do MPT realiza nova reunião entre as partes para continuar as negociações envolvendo transporte de valores.

Fonte: Contraf-CUT