O editorial do jornal Correio do Povo, um dos dois principais veículos do Rio Grande do Sul, aborda nesta segunda-feira (16) a importância dos bancos públicos na economia brasileira, destacando o papel que eles cumpriram para a superação da crise e no crescimento da produção nacional.

"O Brasil, de acordo com especialistas, foi menos atingido pela onda da crise econômica mundial. Eles atribuem esse fato, entre outras razões, a um sistema financeiro mais estruturado e menos anárquico. Com isso, foi possível minimizar os efeitos da recessão e preparar o país para voltar a um ciclo positivo. Nessa retomada, os bancos públicos tiveram um papel de destaque, injetando recursos no mercado e animando os agentes econômicos", conclui.

Leia a íntegra do editoral:

O papel dos bancos públicos na economia

Como se sabe, os bancos públicos foram fundamentais no processo de superação da crise que se iniciou no quarto trimestre de 2008. Um exemplo foi o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financiou uma série de programas que ajudaram a dinamizar o mercado e melhoraram a infraestrutura do país em diversos setores.

Essa constatação foi reforçada por Samir Soares Santos, diretor de Crédito do Banco do Brasil, durante o seminário "Empresas Estatais – Inovar é investir no Brasil", ocorrido em Brasília, na quinta e na sexta-feira. O evento foi promovido em homenagem aos 30 anos do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), ligado à Secretaria Executiva do Ministério do Planejamento. Para o dirigente do BB, os bancos públicos são responsáveis por ajudar a fomentar o crescimento da produção nacional.

São diversos os segmentos que têm contado com o suporte dos bancos estatais. Entre eles estão habitação, saneamento, agrícola e o de apoio às exportações. Na área de habitação, a título ilustrativo, citou o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que tem o objetivo de atingir um milhão de novas moradias. Esse processo todo é gerido pela Caixa Econômica Federal.

Também o setor agrícola tem sido agraciado com financiamentos diretos e custeios por parte do Banco do Brasil. Na safra 2009/2010, foram alocados R$ 15 bilhões para investimentos. Para a agricultura familiar, foram destinados R$ 3,4 bilhões, 36% a mais que na safra anterior.

Por sua vez, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) anunciou que teve um foco importante no programa de microfinanciamentos, fazendo a concessão de microcréditos para as populações mais carentes. Essa rubrica contou com R$ 1 bilhão, direcionado para a região do semiárido.

O Brasil, de acordo com especialistas, foi menos atingido pela onda da crise econômica mundial. Eles atribuem esse fato, entre outras razões, a um sistema financeiro mais estruturado e menos anárquico. Com isso, foi possível minimizar os efeitos da recessão e preparar o país para voltar a um ciclo positivo. Nessa retomada, os bancos públicos tiveram um papel de destaque, injetando recursos no mercado e animando os agentes econômicos.

Fonte: Correio do Povo