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bradesco_cidadededeus_protesto.jpgFuncionários do Bradesco na Cidade de Deus manifestaram revolta com a postura do banco em caçar o feriado da cidade de Osasco nesta sexta-feira 19, quando o município comemora 48 anos de emancipação. Durante a paralisação que atrasou a abertura da concentração, o Sindicato dos Bancários de São Paulo ouviu os trabalhadores no dia em que poderiam estar de folga.

Por volta das 13h20 diversas agências de Osasco permaneciam fechadas, principalmente das instituições financeiras privadas. As agências do Bradesco continuam abertas, pois o banco agendou com o Sindicato uma negociação para a próxima quarta-feira para discutir o pagamento de horas-extras e os próximos feriados. O Sindicato está reivindicando que todos os bancos que funcionarem neste feriado paguem horas extras com percentual de 100%.

"Essa postura é uma vergonha. O banco que lucrou R$ 8 bilhões com uma atitude assim me deixa envergonhado de trabalhar nessa organização", afirma um funcionário do Bradesco que não será identificado. Questionado sobre o que gostaria de estar fazendo se o banco não tivesse impedido o feriado ele afirma, contundente: "estaria na minha chácara tocando viola", reclama.

Um outro funcionário diz que os bancos estão desrespeitando a população de Osasco e diz que foi prejudicado duas vezes. "Moro em São Paulo e trabalho aqui em Osasco, por isso não folguei em nenhum desses dois feriados municipais. O Bradesco não pode querer ser mais que o poder público. Poderia estar descansando ou até me programando para viajar mais cedo e aproveitar o feriado prolongado", relata.

Outra bancária afirma que perdeu a oportunidade de ficar com a família. "Com certeza estaria curtindo meu filho em casa", revela. Perguntada sobre se preferia o dia de folga ou pagamento de hora extra ela responde: "Mesmo se o banco pagasse hora extra, coisa que nem isso faz, eu trocaria sem dúvida pelo dia de folga", conta.

Uma funcionária diz que a empresa precisa valorizar mais seus empregados. "Se o Bradesco não tivesse tomado essa atitude e concedesse esse dia de folga poderia ser considerado uma forma de valorização", diz.

Para o diretor do Sindicato Alexandre Bertazzo, os bancários da Cidade de Deus manifestaram apoio à manifestação no feriado."Fica a lição para o Bradesco e a todos os bancos de que os funcionários exigem respeito. Já estamos cobrando na Justiça que as instituições financeiras banco paguem hora extra com percentual de 100% para os trabalhadores conforme exige a lei", afirmou.

A postura dos bancos em desrespeitar a data de emancipação da cidade foi denunciada pelo Sindicato, por meio de faixas espalhadas em diversas ruas e avenidas do município.

Fonte: Carlos Fernandes – Seeb SP