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Crédito: Contraf-CUT

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A Contraf-CUT assinou nesta quarta-feira, 24, com o Itaú Unibanco o acordo sobre a unificação do convênio médico dos dois bancos. A reunião aconteceu na sede da confederação, em São Paulo.

"Trata-se de uma importante conquista dos trabalhadores no processo de fusão entre as duas empresas", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do Itaú Unibanco, que assinou o acordo representando os trabalhadores. Participaram da reunião pelo banco superintendente de Relações Sindicais, Geraldo Martins, e o diretor da Área de Pessoas, Gilberto Trazzi.

O acordo, que tem validade de um ano, foi construído ao longo de um intenso processo de negociação entre as partes. "Já apontamos ao banco que nesse período teremos que fazer acertos no convênio, em questões de operadoras e outras", afirma Jair Alves, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE Itaú Unibanco).

Um ponto importante é buscar soluções para as situações dos Sindicatos de Bancários do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, que não assinaram o acordo. "É politicamente importante sentar com o banco e buscar sair destes dois impasses", diz Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da COE Itaú Unibanco.

Reivindicações

Os trabalhadores aproveitaram a reunião para entregar aos representantes do banco minuta de reivindicações com os seis pontos prioritários para os bancários em 2010. A pauta foi definida durante o Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais do banco, realizado em dezembro, em São Paulo (veja mais aqui):

– Saúde e Condições de Trabalho
– Plano de Cargos e Salários (PCS)
– Participação Complementar nos Resultados (PCR)
– Auxílio-educação
– Garantia de Emprego
– Igualdade de Oportunidades

Nos próximos dias, a COE Itaú Unibanco definirá com o banco calendário de negociações para tratar dos pontos acima.

PLR

A COE Itaú Unibanco cobrou ainda da empresa o pagamento do valor de 2,2 salários para todos os bancários. O banco anunciou nesta quarta-feira o que pagará a PLR e a PCR nesta sexta-feira, 26. No entanto, por conta do lucro líquido de R$ 10,5 bilhões no ano passado, a empresa anunciou que não pagará os 2,2 salários de regra básica da PLR para todos os funcionários, porque a distribuição de 5% do lucro líquido não atinge o patamar de 2,2 salários.

Dos 88 mil bancários da instituição, os 46% que se encontram nas faixas salariais iniciais receberão os 2,2 salários de PLR. Os outros 54% embolsarão a regra básica (90% do salário mais R$ 1.024) majorada, porém, sem atingir o teto de 2,2 salários.

> Veja mais aqui sobre a PLR do Itaú Unibanco

"A expectativa dos trabalhadores era receber os 2,2 salários, o que é plenamente possível dado o lucro atingido pela empresa num ano de crise", afirma Carlos Cordeiro. "Chamamos o banco para uma discussão sobre o tema. Queremos que a empresa abra os números, como faixa salarial, número de funcionários e outros, para que possamos realizar um debate qualificado", sustenta.

Fonte: Contraf-CUT