O presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, afirmou nesta quinta-feira 25 que as mudanças no compulsório anunciadas na véspera pelo Banco Central não alteram os planos de crescimento da carteira de crédito da instituição em 2010.

O Banco Central (BC) reverteu nesta quarta-feira praticamente toda a flexibilização do recolhimento de depósitos compulsórios promovido no auge da crise global financeira. Conforme as alterações, a alíquota de recolhimento dos recursos a prazo, que estava em 13,5%, voltou a ser de 15%.

O valor de isenção de recolhimento passa de R$ 10 mil para R$ 500 mil. As alterações passam a vigorar a partir de 9 de abril.

"Mesmo com aumento dos compulsórios, nossa liquidez está quatro vezes acima do nível mínimo requerido", disse o presidente do BB.

O banco público prevê expansão de sua carteira de financiamentos entre 18% e 23% em 2010, depois do avanço de 33,8% em 2009.

Sobre o vazamento do resultado do BB em 2009, Bendine disse que o banco vai fazer uma investigação.

Fonte: Reuters