A direção do Bradesco, mais uma vez, mostrou sua intransigência e se manteve irredutível ao negar o pagamento de hora extra aos funcionários que foram obrigados a trabalhar em pleno feriado de emancipação de Osasco, em 19 de fevereiro.

Segundo Neiva Ribeiro, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do banco (COE Bradesco) e diretora do Sindicato de São Paulo, os representantes do banco alegaram que se fizerem o pagamento de hora extra estariam contrariando a liminar obtida pela federação dos bancos (Febraban) que determinou o funcionamento normal das instituições financeiras no feriado.

"Argumentamos sobre todas as dificuldades que as pessoas tiveram para deixar seus filhos em casa no dia em que todo o município estava de folga, com o fechamento inclusive de creches e escolas. O Bradesco permaneceu irredutível. Agora vamos intensificar as ações para que os trabalhadores tenham seus direitos respeitados", diz a dirigente, afirmando que Sindicato mantém ações na Justiça cobrando o Bradesco e os outros bancos para que façam o pagamento das horas extras com percentual de 100% a todos que trabalharam no dia 19.

"Nem mesmo a própria Fundação Bradesco funcionou no feriado. Como ficam os pais que tiveram que deixar os filhos sozinhos em casa? É um desrespeito do banco, que parece acreditar que é dono dos trabalhadores", afirma Elaine Cútis, diretora da Contraf-CUT e funcionária do Bradesco.

Segundo o diretor do Sindicato de São Paulo Alexandre Bertazzo, a postura dos bancos foi criticada por todos os segmentos do município. "Trabalhadores de outras categorias, integrantes da Câmara Municipal, a população da cidade, todos estão ao lado dos bancários e condenam a postura das empresas que desrespeitaram a autonomia do município", diz o dirigente.

Fonte: Contraf-CUT, com Jair Rosa – Seeb SP