terça-feira, outubro 23, 2018
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Contraf-CUT e entidades sindicais assinam acordo coletivo com Banpará

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Os funcionários e funcionárias do Banco do Estado do Pará (Banpará) já têm seu Acordo Coletivo de Trabalho 2010/2011 garantido. O acordo foi assinado na tarde de quarta-feira (27), na matriz do Banco, em Belém.

O ACT 2010/2011 foi assinado pelo Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, que esteve representado pela presidente, Rosalina Amorim e as diretoras, Érica Fabíola e Heidiany Moreno; pela Fetec-CN, representada pelo vice-presidente, Sérgio Trindade e a diretora, Vera Paoloni; e pela Contraf-CUT, através do secretário de Organização do Ramo Financeiro da entidade, Miguel Pereira.

O Banpará estava representado pelo seu presidente, Afonso Viana, pelo presidente do Conselho de Administração do Banco, Edilson Rodrigues, e demais membros da diretoria do Banpará.

O Acordo é fruto de uma greve histórica do funcionalismo do Banco que depois de 15 dias de greve conquistou um piso salarial de R$ 1.250,00 (que representa um índice de reajuste de 10,80% na tabela do PCS), um reajuste de 7,5% nas verbas salariais, outro de 11% no auxílio creche babá; além de tíquete alimentação extra de R$ 2.500,00 a ser pago em três parcelas, sendo que a primeira já foi paga no último dia 16; e acréscimo de 2% a mais na PLR que será distribuída linearmente.

O adiantamento da PLR no valor de R$ 1.100,00 foi pago no dia 15 desse mês, o restante será depositado nesta quinta-feira (28) na conta de todos os funcionários e funcionárias do Banco que "mais uma vez estão de parabéns pela força e empenho nesta Campanha Nacional marcada por importantes conquistas. Resultado de muitas mobilizações e debates construídos pelo Sindicato e pelos trabalhadores e trabalhadoras", ressalta Rosalina Amorim.

"O diálogo democrático e construtivo entre o Sindicato e a direção do banco nas mesas de negociação também foram de fundamental importância para a conquista do funcionalismo do Banpará, que sem dúvida foi uma das melhores propostas de todo o Brasil", destaca Érica Fabíola.

Confira quais foram as conquistas do funcionalismo do Banpará:

Econômicas
– Adicional de 2% na PLR, ou seja, 4% do total do lucro líquido do banco distribuído de forma linear;
– Custeio do plano odontológico em 80% pelo banco e 20% pelo funcionário;
– R$ 2.500,00 de tíquete, a serem distribuídos da seguinte forma: R$ 1.000,00 (que já foi pago no dia 16/10), R$ 500,00 em 20 de dezembro e R$ 1.000,00 em março de 2011;
– Abono dos dias parados (sem desconto salarial e nem compensação das horas paradas);
– Pagamento de quebra de caixa a coordenadores de posto e tesoureiros;
– Ajuda aluguel/deslocamento para funcionários deslocados para o interior do estado.

Condições de Trabalho
– Ampliação da qualificação, através de 40 cursos on-line;
– Implantação do ponto eletrônico;
– Instalação do GPL (Gerenciamento Eletrônico de Dados) para dar segurança aos empregados que lidam com pagamentos mediante conferência de assinaturas nas operações financeiras (assinatura eletrônica).

Saúde e Segurança
– Abertura de licitação para terceirizar a guarda das chaves das agências do interior com o objetivo de coibir sequestros de funcionários;
– Criação de Comissão Paritária de Segurança Bancária;
– Emissão de CAT para quem presenciou assaltos;
– Tratamento médico e assistência psicológica ao bancário vítima de assalto ou seqüestro, extensivo à família, pelo tempo que for necessário;
– Restituição dos objetos subtraídos dos funcionários em assaltos decorrentes da relação de trabalho, desde que devidamente comprovado, sem passar pela análise subjetiva de cada caso, como era anteriormente;
– Em caso de convocação de bancário para prestar esclarecimentos acerca de assalto ou seqüestro decorrente da atividade bancária, em delegacia ou na Justiça, o Banco garante o acompanhamento de advogado e profissional do SESMT;
– Auxílio creche em dobro para funcionários com filhos portadores de necessidades especiais, sem limitação de idade e número de dependentes;
– Consultas de fonoaudiologia, fisioterapia e psicologia em dobro para os dependentes portadores de necessidades especiais. Caso haja necessidade de mais consultas nessas especialidades, o Banco se responsabiliza pelos respectivas despesas;
– Auxílio creche com reajuste de 11% e manutenção dos 83 meses, contra os 71 da Fenaban;
– Convênios com academias (o Banco fará os convênios, e os trabalhadores e trabalhadoras terão acesso a mensalidades mais baixas);
– Horário especial para amamentação durante 270 dias;
– Saldo remanescente do antigo plano de saúde só terá destinação após consulta ao Sindicato.

Conselho Disciplinar
– O Sindicato realizará eleição para seus representantes e garantiu que se algum empregado tiver que se deslocar para apresentar defesa oral, terá faltas abonadas de até 2 dias.

Fonte: Seeb PA/AP